Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Conta de transações correntes tem pior resultado semestral desde 1947

BRASÍLIA - A conta de transações correntes do balanço de pagamentos externo do país registrou no primeiro semestre do ano o pior resultado nominal histórico para o período desde o início da apuração pelo Banco Central (BC) em 1947. O déficit acumulado foi de US$ 17,402 bilhões. Os principais fatores de pressão foram elevadas remessas de lucros e dividendos das multinacionais, saldo comercial menor e a conta de viagens internacionais com déficit recorde.

Valor Online |

Em junho, o saldo da conta corrente foi negativo em US$ 2,596 bilhões, o pior resultado para o mês desde 1999, quando registrou déficit de US$ 2,926 bilhões. E julho tem a perspectiva de um déficit mais aprofundado do que no mês passado. A previsão do BC é de resultado negativo ao redor de US$ 2,8 bilhões.

A se confirmar a expectativa para este mês, o acumulado em sete meses atingirá US$ 20,2 bilhões, ou seja, beirando a previsão da própria autoridade monetária para todo 2008, que aponta para um déficit em conta corrente de US$ 21 bilhões.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, admite que, para ficar na projeção de US$ 21 bilhões, o Brasil terá que gerar superávits em algum momento até dezembro. Mas ele mantém a projeção feita em junho, lembrando que uma revisão é prevista somente para setembro.

Lopes tenta minimizar o recorde negativo do semestre, afirmando que é o pior em termos nominais. Para ele, a melhor comparação é com os resultados na relação com o Produto Interno Bruto (PIB) dolarizado, no acumulado de 12 meses. Nesse critério, o déficit da conta corrente acumulado de julho de 2007 a junho deste ano ficou em 1,32% do PIB. Trata-se, então, do pior resultado desde o último ano fechado de déficit registrado pelo Brasil, em 2002, quando o saldo negativo foi de 1,51% do PIB.

O executivo do BC argumentou que a situação brasileira não é tão ruim em relação a seus pares, ao fazer uma comparação do resultado desse indicador de vulnerabilidade externa em 2007 com outros países de classificação de risco próxima à do Brasil (BBB-).

Ele citou que, no ano passado, enquanto o Brasil registrou superávit de 0,13% do PIB nas transações correntes, a Rússia registrou saldo positivo de 6% do PIB. Por outro lado, tiveram déficits a Colômbia (4,9% do PIB); Croácia (1,85% do PIB); Índia (-1,2% do PIB) e México (0,5% do PIB).

Lopes divulgou ainda que, na média anual entre 1947 e 2007, o déficit da conta corrente brasileiro ficou em 1,75% do PIB. O pior intervalo foi entre 1970 e 2007, quando esse déficit sobe para uma média de 2,1% negativos do PIB.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG