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BRASÍLIA - A conta de transações correntes do Balanço de Pagamentos brasileiro apresentou em junho déficit de US$ 2,596 bilhões. Um ano atrás, contudo, a conta corrente foi superavitária em US$ 539 milhões. Em 12 meses, o déficit foi de US$ 18,103 bilhões, ou 1,32% na relação com o Produto Interno Bruto (PIB).

De janeiro a junho, o déficit acumulado situou-se em US$ 17,402 bilhões, correspondente a 2,51% do PIB. No primeiro semestre de 2007, o resultado foi superavitário em US$ 2,413 bilhões (0,38% do PIB).

Os números abrangem dados da balança comercial, da conta de serviços e das transferências unilaterais do país e foram divulgados há instantes pelo Banco Central (BC). A conta de transações correntes mensura o desempenho das compras e vendas de bens e serviços de um país com o exterior.

A conta corrente é formada por três itens. Um é a balança comercial resultante de exportações e importações. Outro são as transferências unilaterais correntes, que são recursos enviados por brasileiros que moram no exterior. O terceiro é a conta de serviços e rendas, que une serviços em geral (como viagens e transportes) com as rubricas da conta de rendas: salários e ordenados e fluxos de receitas e despesas com lucros e dividendos e com juros de empréstimos intercompanhias e de títulos de dívida e rendas de investimento direto e em carteira.

O resultado de junho decorreu de saldo positivo de US$ 2,718 bilhões na balança comercial em contraposição a um déficit de US$ 5,632 bilhões na conta de serviços e rendas. Houve ingresso de US$ 320 milhões nas transferências unilaterais correntes. No primeiro semestre, o superávit comercial foi de US$ 11,349 bilhões, a conta de serviços e renda teve saída líquida de US$ 30,603 bilhões e as transferências unilaterais correntes líquidas registraram ingressos de US$ 1,852 bilhão.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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