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Conta de gás vai cair até 46,45% no interior de SP

No caso do setor comercial, o repasse dos ganhos será um pouco menor, mas também expressivo; as reduções variam de 14% a 20%

AE |

A conta de gás dos consumidores do interior de São Paulo vai cair até 46,45% a partir deste mês. No caso dos clientes da capital e Grande São Paulo, as revisões nas tarifas vão depender da classe de consumo e podem variar entre queda de 0,5% e alta de 1,3%, conforme anúncio feito ontem pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp). No caso da concessionária Gás Natural São Paulo Sul, que atende 17 municípios no interior do Estado, como Itu, São Roque e Sorocaba, cerca de 30 mil consumidores residenciais terão redução significativa, dependendo da faixa de consumo.

 Para os clientes residenciais, com medição coletiva (prédios), o corte será de 46,45% na conta mensal. Quem consome até 16 metros cúbicos, equivalente a um botijão de gás GLP, terá redução de 28,52%. Para consumo de até 30 metros cúbicos, o recuo será de 36,98%. As demais classes de consumo também serão beneficiadas pela revisão tarifária concluída semana passada pela Arsesp. Nesse processo, a agência analisa os resultados das concessionárias nos últimos cinco anos e faz um reequilíbrio das tarifas. O objetivo é repassar ao consumidor os ganhos e perdas de produtividade, além de definir o plano de investimento das empresas.

 No caso do setor comercial, o repasse dos ganhos será um pouco menor, mas também expressivo. As reduções variam de 14% a 20%. Os clientes industriais terão cortes de 10% a 20% para quem consome entre 10 mil e 50 mil metros cúbicos de gás por mês. O menor recuo, de 0,3%, ficou para as grandes empresas que usam mais de 1 milhão de metros cúbicos de gás por mês.

 Segundo a Arsesp, esse resultado foi decorrente da alta do preço do gás fornecido para a empresa, que praticamente anulou a redução de 30% determinada pela agência. O mesmo ocorreu com o gás veicular, que terá alta de 9,17%. O preço do gás vendido pela Petrobras teve aumento de 12,22% (em dólar) e de 15,33% (em reais) em relação ao reajuste de dezembro de 2009. Como a margem das empresas é menor nessas classes de consumo, o reajuste do preço do combustível pesou mais. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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