Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Consumo popular e futuro da mídia são foco em 2º dia do MaxiMídia 2008

O perfil do consumidor da nova classe média e as maneiras de se comunicar com ele foram o tema do painel de abertura do segundo dia do MaxiMídia, um dos eventos de comunicação mais importantes do País, que termina nesta quinta-feira, em São Paulo.

Andréia Brasil, especial para o Último Segundo |

Cecília Russo, da Troiano Consultoria e Marca, e Marcelo Coutinho, do IBOPE Inteligência, começaram o seminário apresentando uma pesquisa realizada pelas duas empresas sobre as características de consumo das classes populares.

Segundo Marcelo, atingir as camadas de baixa renda não é um desafio fácil, mas é muito importante aprender como abordar e trabalhar para esse público. "Cerca de 120 milhões de pessoas vivem com renda entre 1 e 3 salários mínimos, e todos têm projetos e sonhos, e as marcas ajudam a realizar esses desejos", disse ele.

Segundo o levantamento, que verificou a confiança desse consumidor como fator determinante do sucesso das marcas, são poucas as companhias que conseguem atingir essa qualidade. Apesar disso, de acordo com Marcelo, existem boas notícias para o mercado. "Embora 70% dos 3003 entrevistados tenham assumido ter dívidas no momento, eles querem e acreditam em um futuro melhor e mais positivo", disse. Para ele, o movimento de ascensão das classes sociais é um processo contínuo, que independe de crises. Nesse sentido, "as marcas têm de pensar em modelos de negócio que incluam esses consumidores."

Entre os debatedores do painel estavam Hugo Janeba (Vivo), Marcel Sacco (Schincariol), Marcelo Velloso (Losango) e Mauro Multedo (McDonald's). Para eles, é muito importante conhecer a visão dos consumidores populares sobre as marcas. "O consumo popular é fundamental, e o nosso desafio é continuar sendo relevante para esse público que muda de posição social. Além disso, a comunicação deve ser feita pensando no crescimento da marca, mantendo os antigos consumidores e também ganhando novos mercados", concluiu Marcel Sacco, da Schincariol.

Para Mauro Multedo, do McDonald's, o criador de mídia no Brasil é preconceituoso. "O resultado dessa pesquisa está sendo visto como algo inédito, mas a verdade é que esse público, das classes sociais mais baixas, nunca deveria ter sido excluído dos investimentos em comunicação das empresas", afirmou.

Interação e futuro da mídia

A fragmentação da audiência e a adaptação das produções aos múltiplos canais de comunicação foram os assuntos discutidos por Mark Warshaw, diretor da produtora Flatworld Intertainment, que trabalhou em produções como os seriados Smallville e Heroes. Ele afirmou que vivemos na era da convergência, em que todas as pessoas participam de uma rede interconectada. "Muitas produções hoje investem no transmedia storytelling, e muitos estúdios estão contratando profissionais específicos para criar esse tipo de produto", disse.

Muitas marcas já começaram a enxergar essa ferramenta, cuja estratégia é contar histórias transpondo mídias, como gerador de resultados. Aliar, de maneira criativa, a marca na interação entre televisão, jogos e internet, por exemplo, gera um forte impacto nos consumidores, especialmente os fãs dos programas. "Agências, estúdios e anunciantes precisam se preparar para esse novo mercado", completou.

Já a última palestra do dia debateu os desafios de comprar e vender mídia no século 21. O painel contou com a presença de Angelo Franzão (McCann Erickson), Paulo Camossa (AlmapBBDO) e Paulo Queiroz (DM9DDB), e foi moderado pela jornalista Mônica Waldvogel.

Para Angelo, vice-presidente de mídia da McCann Erickson, o futuro da mídia tende a ver ainda mais o protagonismo e o poder de interação do consumidor, que deve "ser conquistado a todo momento", disse. "Hoje, o que se busca não é a audiência, mas sim a atenção. É essa atenção que produz resultados na relação entre a mídia e o consumidor", explicou.

Segundo Paulo Camossa, diretor de mídia da AlmapBBDO, a mídia deve trabalhar em torno do pensamento, criatividade e observação. Para ele, o alvo a ser atingido é o momento de cada pessoa, e ela tem diversos perfis diferentes. "Falar para as pessoas no momento certo, com conteúdo relevante, repercute. Mas também é necessário escolher o canal certo para trabalhar", afirmou. "O futuro da mídia é o planejamento, e isso significa pensar meios criativos para atingir as pessoas", finalizou.

Nesta quinta-feira, último dia do MaxiMídia 2008, estarão em pauta a construção de marcas, as oportunidades e riscos do setor de comunicação, e o papel dos BRICs. Entre os palestrantes, Amy Fuller, da Mastercard, Nizan Guanaes, do Grupo ABC, e Stephen Kanitz, da Kanitz.

Leia mais em:

Leia tudo sobre: maximidia

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG