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Alta foi puxada pelo consumo industrial e pela continuidade no uso de aparelhos de ar-condicionado

A carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) subiu 8,5% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, puxada pelo consumo industrial e pela continuidade no uso de aparelhos de ar-condicionado. No acumulado em 12 meses, a carga de energia subiu 3,3% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores. Na comparação com fevereiro, a carga de março, de 58.311 megawatts médios, caiu 0,1%.

"O crescimento apresentado na carga de energia em relação ao mesmo mês do ano anterior pode ser explicado principalmente pela retomada da produção industrial e pela continuidade do uso de aparelhos de refrigeração pelas famílias", diz o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que divulgou hoje os dados preliminares do Boletim de Carga Mensal.

Segundo o Operador, a incorporação de cerca de 400 MW médios com a interligação ao SIN do Sistema Isolado Acre-Rondônia na carga do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, em outubro, contribuiu com aproximadamente 1% na taxa de crescimento da carga em março. O maior crescimento da carga na comparação com março do ano passado aconteceu no subsistema Nordeste, no qual a carga de 8.735 MW médios ficou 13% acima de março de 2009, enquanto na comparação com fevereiro houve alta de 3,1%.

No acumulado entre janeiro e março, a carga no Nordeste ficou 11,4% acima dos três primeiros meses do ano passado, enquanto no acumulado em 12 meses a carga subiu 4,4%. A maior carga ficou no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, com 35.720 MW médios, 7,8% acima de março de 2009, mas 0,7% abaixo de fevereiro. No ano, a carga subiu 11%, enquanto em 12 meses o crescimento foi de 3,2%.

No subsistema Sul, a carga de 9.898 MW médios subiu 7% frente a março do ano passado, com alta de 1,7% na comparação com fevereiro. No acumulado do ano, a carga subiu 9,1%, enquanto em 12 meses o crescimento foi de 3,7%. No Norte, a carga de 3.958 MW médios subiu 9,2% frente a março do ano passado, com avanço de 2,6% em relação a fevereiro. No ano, a carga acumula alta de 7,4%, enquanto em 12 meses o crescimento foi de 0,8%.

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