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Consumo das famílias volta a puxar alta do PIB no quarto trimestre

RIO - Os investimentos e o consumo das famílias puxaram a alta de 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no quarto trimestre, na comparação com igual período do ano anterior. O consumo das famílias subiu 7,7% e, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), voltou ao patamar existente antes da crise internacional.

Valor Online |

Já a formação bruta de capital fixo (FBCF), que aponta os investimentos na economia, avançou 3,6%, no primeiro resultado positivo depois de três quedas.

O crescimento de 7,7% no consumo das famílias foi o maior desde os 9,3% do terceiro trimestre de 2008. Rebeca Palis, gerente de contas trimestrais do IBGE, destacou que as medidas tomadas pelo governo tiveram influência no consumo das famílias, assim como o contínuo crescimento da massa salarial e do crédito.

" Houve aumento de emprego, de rendimento e todas as medidas do governo de desoneração fiscal em alguns setores, o que acabou estimulando o consumo " , disse Rebeca.

No lado da oferta, a indústria subiu 4%, depois de quatro trimestres seguidos de queda na comparação com igual período do ano anterior. As quatro atividades monitoradas pelo IBGE avançaram, o que não acontecia desde o terceiro trimestre de 2008, quando a indústria subiu 7,2%. O destaque foi a indústria extrativa mineral, com avanço de 5,6%, puxado pela extração de petróleo e gás. A indústria de transformação cresceu 4,7% frente aos três últimos meses de 2008, enquanto a construção avançou 2,5% e o setor de energia subiu apenas 1,4%, contido pelo fraco desempenho do consumo de gás encanado.

Ainda do lado da oferta, a agropecuária recuou 4,6% no quarto trimestre, limitada pelas quedas em lavouras como trigo e laranja. Já os serviços cresceram 4,6%, enquanto os impostos sobre produtos subiram 6,2%, impulsionados pelo bom desempenho da indústria, setor que paga mais tributos.

Entre as razões para o bom desempenho do setor de serviços, a intermediação financeira, previdência complementar e serviços relacionados subiram 8,5%, enquanto o comércio subiu 8,1% e transporte, armazenagem e correio cresceu 5,4%. Rebeca lembrou que a intermediação financeira foi beneficiada pelas medidas anticrise, como a redução do compulsório, além de colher os frutos dos juros menores entre 2008 e 2009. Já o comércio e os transportes estão diretamente ligados ao bom resultado da insútria de transformação.

(Rafael Rosas | Valor)

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