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Consumidores sentem no bolso a alta da inflação e dão jeitinho para driblar aumento

SÃO PAULO ¿ Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira, mostram que a inflação oficial registrou em 2008 a maior alta dos últimos quatro anos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação, acumulou alta de 5,90%, acima do centro da meta determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Marina Morena Costa, repórter do Último Segundo |

Acordo Ortográfico O consumidor atento na hora das compras percebeu a alta nos preços e o impacto no bolso.

Para Cleusa Maria Machado, securitária aposentada, os números comprovam a realidade que ela vem acompanhando nos últimos meses. A carne aumentou absurdamente. Há pouco tempo o preço da alcatra era de R$ 9. Agora está tudo R$ 15. Não dá mais para comprar carne direto como era antes, afirma a securitária.

- iG
Alimentos subiram 11,11% em 2008


Na hora da criatividade gastronômica para driblar a crise, o garçom Israel da Silva Lima escolhe carnes mais baratas, aquelas que já vêm fatiadas, e capricha no caldo. Dá para usar vários legumes e fazer uma boa carne de panela, conta Lima, que já trabalhou como cozinheiro e sabe improvisar na falta dos ingredientes originais.

A alta dos alimentos respondeu por 41% do IPCA. No acumulado de 2008, os alimentos subiram 11,11% e contribuíram, sozinhos, com 2,42 pontos porcentuais.

Para escapar dos preços altos, a professora Carmélia Genta opta por comprar frutas da estação. Saem da lista a banana e a maçã, que segundo ela estão mais caras, e entram e o pêssego e a ameixa nacional: estes, sim, estão com preços bons.

- Reprodução
Suzana percebeu aumento nos queijos
A publicitária Suzana Schermann afirma que os queijos e derivados de leite em geral quase não entram mais em seu carrinho de compras. Às vezes troco de marca, ou deixo de comprar mesmo. Esta alta nos preços já era esperada, mas no setor de laticínios veio com força, avalia. Poucas gôndolas à frente, Auri Cavalcante, dona de casa, enche um saco plástico com potinhos de iogurte, mas garante à reportagem que a compra não é um exagero, e, sim, uma tática: Hoje tem iogurtes em promoção neste supermercado, por isso estou levando tudo isso. Sei quais dias têm promoção em cada lugar do meu bairro e faço pequenas compras, revela a dona de casa.

O gerente de uma das lojas de São Paulo do supermercado Futurama, Roberto Dias, afirma que os clientes estão mais cautelosos com o dinheiro. Percebemos uma queda nas vendas no fim do ano e um novo comportamento nos clientes, que gastam de maneira mais cuidadosa, afirma Dias. Segundo o gerente, o supermercado também enfrenta problemas com a inflação: trocamos de fornecedor, abaixamos nossa margem [de lucro] para não assustar o cliente.

Economistas preveem que em 2009 a inflação deve cair, acompanhando a queda no consumo em todos os setores da economia, motivada pela crise financeira global. Mas até agora, a advogada Maria Lúcia Gibelli David, não percebeu a diferença. A gente espera que os preços baixem, mas só aumenta, comenta. Maria Lúcia afirma que prefere comprar frutas e legumes na feira, onde consegue produtos mais baratos. Esta bandeja com e milho verde está custando R$ 2,99 aqui [no supermercado]. Na feira eu pagaria R$ 2,00, exemplifica.

 

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