Por Lisa Baertlein LOS ANGELES (Reuters) - Poucos consumidores norte-americanos pretendem usar cartões de crédito para realizar compras nestas férias e a maioria deles ainda precisa completar sua lista de presentes, revelou uma nova pesquisa da maior associação de comércio varejista do mundo.

Em vista da queda no preço das casas, do aumento do desemprego, da retração do crédito e de gastos maiores com necessidades básicas como os alimentos, os varejistas preparam-se para as piores festas de fim de ano das últimas três décadas.

Após muito tempo usando os cartões de crédito e os empréstimos hipotecários para sustentar seu padrão de vida, os consumidores norte-americanos pretendem, neste ano, usar uma proporção maior de dinheiro para pagar por suas compras.

Segundo a Pesquisa sobre as Intenções e Atitudes do Consumidor nas Festas de 2008, da Federação Nacional Varejista, 41,5 por cento deles usarão cartões de débito e talões de cheque ---que correspondem essencialmente a dinheiro-- para pagar pelo que comprarãoo. Esse número foi de 40,1 por cento em 2007.

O número de norte-americanos que pretendem pagar suas compras com dinheiro vivo também aumentou um pouco, de 22,1 por cento um ano atrás para 22,8 por cento agora. As pessoas que planejam usar os cartões de crédito como sua fonte primária de pagamento caiu de 32,3 por cento em 2007 para 31,5 por cento agora.

Quase três quartos dos consumidores disseram ter comprado apenas 10 por cento dos presentes de que precisam, ao passo que somente 2,2 por cento deles disse ter completado sua lista.

"Os norte-americanos podem estar hesitantes quanto a adquirir presentes caros neste fim de ano, e os presentes pessoais e os obrigatórios devem ser os mais frequentes", afirmou o presidente e diretor-executivo da federação, Tracy Mullin.

Segundo a pesquisa, realizada pela BIGresearch e na qual foram entrevistadas 8.758 pessoas entre os dias 5 e 11 de novembro, os consumidores pretendem realizar compras em categorias semelhantes de presentes às do ano passado.

Itens como roupas, discos e livros encabeçam a lista deste ano já que 57,4 por cento dos entrevistados afirmaram pque retendem adquirir peças de vestuário e acessórios, ao passo que 55,6 por cento disse planejar comprar livros, CDs, DVDs e videogames.

"Apesar de muitas empresas já estarem realizando promoções de peso, os varejistas podem ter alguns truques na manga para atrair os consumidores de fim de ano", afirmou Mullin.

Algumas dessas ofertas seriam irresistíveis para os consumidores, afirmou Phil Rist, vice-presidente-executivo da BIGresearch na área de iniciativas estratégicas.

"Não obstante a previsão de que os consumidores estarão cuidadosos em relação a seus gastos neste ano, alguns podem encontrar ofertas boas demais para deixar passar e acabarão comprando produtos com os quais sonhavam havia meses", disse Rist.

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