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Consumidor recupera parte da confiança do primeiro semestre, diz FGV

RIO - O consumidor brasileiro recuperou parte da confiança exibida no primeiro semestre, embora ainda demonstre cautela em relação ao futuro. De acordo com o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), o patamar atingido no fim do ano passado ainda não foi recuperado.

Valor Online |

"O consumidor está menos pessimista, recuperou a confiança com o rumo da economia e com as suas finanças pessoais, mas ainda não chegou perto de ser um gastador", frisou Aloisio Campelo, coordenador do núcleo de pesquisas e análises econômicas do Ibre/FGV.

Segundo o economista, a expectativa de compra de bens duráveis foi a principal responsável por segurar o ICC, que avançou 4,2% frente a agosto e 3,4% em comparação com setembro do ano passado. Este quesito, um dos três que integram o Índice de Expectativas, apresentou 79,5 pontos, em uma escala de zero a 200, em que notas abaixo de 100 demonstram pessimismo.

De acordo com a pesquisa, apenas 13,5% dos entrevistados afirmaram que podem realizar maior volume de compras de bens duráveis nos próximos meses.

"As incertezas sobre a economia e a alta das taxas de juros podem ter afetado este indicador", explicou Campelo, acrescentando que a crise econômica global teve um efeito limitado na pesquisa em setembro, uma vez que dois terços da coleta foram feitos antes da piora expressiva do quadro global. "Teremos que esperar o próximo mês para termos certeza do impacto da crise", disse.

Entre os outros integrantes do Índice de Expectativas, a situação futura da economia local atingiu 118,2 pontos, alta em relação aos 112,8 pontos obtidos em agosto, mesma trajetória da situação financeira futura da família, que pulou de 127,9 pontos para 131,9 pontos entre agosto e setembro.

Já dentro do Índice da Situação Atual, as condições da economia local pularam de 73,2 pontos para 82,7 pontos entre agosto e setembro, enquanto a situação financeira da família subiu de 105,5 pontos para 110,1 pontos no mesmo período.

"No caso do Índice da Situação Atual, a desaceleração da inflação e o bom momento do mercado de trabalho contribuíram para o avanço", disse Campelo, lembrando que a situação financeira atual da família atingiu o pico da série iniciada em setembro de 2005.

(Rafael Rosas| Valor Online)

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