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Consultoria prevê a venda de 5,2 milhões de mininotebooks neste ano

SÃO PAULO - As vendas de mininotebooks devem alcançar os 5,2 milhões de unidades neste ano em todo o mundo. No ano que vem, a expectativa é que sejam comercializadas 8 milhões de unidades, afirma a consultoria Gartner.

Valor Online |

Essas projeções são muito significativas, especialmente se levado em consideração que, há um ano, a categoria não existia. Caracterizados pelas telas pequenas, custo mais baixo e configuração simples, esses aparelhos foram desenvolvidos inicialmente para o mercado de educação, mas sua portabilidade e conectividade impulsionaram a demanda em outros segmentos, como o de profissionais que viajam muito e consumidores que buscam um segundo notebook.

Para o futuro, as projeções do Gartner indicam que a tendência de crescimento dessa categoria é sustentada, embora algumas fabricantes - mesmo as que têm produtos desse tipo - ainda se mantenham cautelosas em relação à demanda. Segundo a consultoria, a expansão das vendas pode atingir a marca de 50 milhões de unidades em 2012.

A demanda por mininotebooks será conduzida por vários fatores: seu formato pequeno e tela reduzida, seu baixo peso, seu preço, a facilidade em seu uso e sua funcionalidade básica, mas suficiente, afirma a diretora de pesquisa do Gartner, Annette Jump. Os mininotebooks devem atrair uma grande variedade de usuários, de diferentes cenários de uso: consumo de conteúdo, navegação na internet, e-mails, mensagens instantâneas, manter contato com familiares e amigos, armazenar e compartilhar fotos e assim por diante, acrescenta.

Segundo a consultora, esses aparelhos também devem gerar demanda entre os consumidores adquirindo seu primeiro computador, assim como entre usuários mais experientes, querendo uma opção barata para servir como segundo ou terceiro computador.

Para o Gartner, os mininotebooks serão particularmente bem sucedidos entre consumidores finais, mais do que entre clientes corporativos. Em sua avaliação, esse segmento de mercado responderá por cerca de 70% das vendas desse tipo de aparelhos. Essa conclusão indica que, para terem sucesso, as fabricantes devem concentrar esforços em características que tenham apelo para esses consumidores, como preço baixo, disponibilidade de conectividade sem fio e suporte.

Os mininotebooks criam oportunidades para atingir novos compradores de PCs e expandir os negócios entre os compradores já existentes em todas as regiões, afirma a analista do Gartner. Considerando que a maioria desses aparelhos será vendida para consumidores, os fabricantes deverão prestar muita atenção ao design e à facilidade de uso. Esses serão dois fatores cruciais nesse segmento, afirma Annette Jump.

Embora o mercado para esse tipo de PCs deva sofrer grande expansão nos próximos anos, o Gartner não acredita que isso vá afetar a demanda por notebooks tradicionais, ao menos em 2008. Para a consultoria, a diferença na funcionalidade desses dois tipos de aparelhos é tamanha que não haverá canibalização do mercado, apenas uma adição em volume e receita com os mininotebooks.

A partir de 2010, porém, é possível que esses aparelhos comecem a afetar os volumes de vendas dos PCs de entrada. E, de 2011 em diante, poderão impulsionar significativamente o comércio de computadores caso sua performance melhore substancialmente para ter mais apelo a consumidores corporativos.

Segundo a consultora, embora seja aconselhável às fabricantes planejar novas formas de obter receita através dos mininotebooks, também é importante que não se apóiem exclusivamente nesse segmento. O ideal, afirma, seria uma constante avaliação do mercado para ajustar os níveis de produção e as estratégias de canais para cada categoria de notebooks. Esse cuidado é particularmente importante nos próximos 12 a 14 meses, período em que as oportunidades com mininotebooks são analisadas pela indústria.

Para que os mininotebooks para consumo sejam bem sucedidos, precisam ser posicionados de forma diferenciada em relação aos notebooks tradicionais, e os fabricantes terão de decidir se seus canais de vendas atuais são adequados e, possivelmente, experimentar novos canais, como empresas de telefonia, lojas de eletrônicos e semelhantes, afirma Jump. Os fabricantes terão de convencer os varejistas a aceitar esses aparelhos, uma vez que são uma categoria de produtos nova e apresentam um risco potencial do ponto de vista de estoque, conclui.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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