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Construtoras adotam bairros

Se o quarteirão está bem cuidado, o imóvel vale mais. Os empreendedores do mercado imobiliário, é claro, sabem disso.

Agência Estado |

Tanto que, ao lançarem condomínios, algumas empresas procuram antes investir em melhorias na região. Mas há casos em que não bastam intervenções viárias, reformas de praças e plantio de árvores. Para tornar um empreendimento viável e melhorar o valor de venda, há empresas que promovem verdadeiras campanhas para mudar a imagem do bairro.

A incorporadora Klabin Segall, por exemplo, é uma das que adotam esta estratégia. No segundo semestre deste ano, a empresa deverá lançar um empreendimento no Brás, na zona leste. Mas há pelo menos um mês trabalha com associações locais como a União dos Lojistas do Brás (Unibras), Associação dos Lojistas do Brás (Alobras) e Subprefeitura da Mooca para descobrir o que pode ser feito para revitalizar o quarteirão onde construirá o condomínio. E em conjunto com representantes locais lançou o Movimento Abrace o Brás.

O bairro industrial, com boa infra-estrutura, foi reconhecido pela empresa como região de grande potencial para lançamentos. "É central e tem facilidade de transporte", diz Silvio Chaimovitz, diretor de Incorporação da Klabin Segall. No entanto, o Brás está, em grande parte, degradado. "É um bairro que está esquecido e precisamos retomar o interesse."

Mas isso requer um esforço maior do que uma reforma no entorno do empreendimento. "É um trabalho de formiguinha para conhecer o bairro. Estudamos uma forma de resgatar não só a qualidade física, mas de reconhecimento (da importância histórica do bairro), para que o Brás volte a ter a importância que tinha na cidade."

Entre as ações estão a participação na festa de São Vito, tradicional do Brás, e em um evento em homenagem aos moradores antigos. "A gente faz a entrada nos bairros de forma delicada, de forma amiga, interagindo com os vizinhos, para que entendam que a empresa não está levando para lá apenas trânsito, movimento, mas também revitalização."

Vila Olímpia

Para garantir que importantes melhorias viárias já previstas por lei não deixassem de ser feitas na Vila Olímpia, um grupo de 12 empresas montou a ONG Movimento Colméia, há seis anos. Segundo o presidente da entidade, Adalberto Buenno Netto, que também preside a construtora Bueno Netto, o grupo bancou cerca de 50% da obra civil do alargamento da Rua Funchal, por exemplo. A arrecadação foi da ordem de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões. A obra fazia parte de um projeto aprovado em 1974.

A entidade também colaborou no prolongamento da avenida Brigadeiro Faria Lima e interligação com a avenida Engenheiro Luis Carlos Berrini. E apresentou um projeto que prevê a construção de bolsões para estacionamento de ônibus, e implantação de fiação subterrânea e alargamento de calçadas. "Para estimular que se ande a pé na Vila Olímpia."

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