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Construtoras investem em cursos

Profissionais de áreas técnicas estão em falta no setor da construção civil. Na tentativa de suprir a necessidade, construtoras partiram para o treinamento de pessoal.

Agência Estado |

"Começou a haver escassez por causa do boom, principalmente na área de instalações elétricas e hidráulicas", afirma Aron Zylberman, assessor da presidência para Assuntos de Responsabilidade Socioambiental da construtora Cyrela.

A empresa mantém três projetos de qualificação de funcionários. Um deles consiste no recrutamento de filhos de operários da construtora, a partir de 18 anos, com o ensino fundamental completo. Até agora, já foram formadas duas turmas, de hidráulica e de elétrica, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Num total de 28 alunos das duas primeiras turmas, 26 foram absorvidos pela empresa. "A garotada está indo muito bem. Se tiverem bom desempenho, eles têm emprego garantido", diz Zylberman. O investimento desembolsado pela empresa por aluno é de R$ 750 a R$ 1.300 ao mês. "A gente dá transporte, alimentação e material de segurança."

Como o aproveitamento dos alunos foi considerado satisfatório, a empresa deve manter o projeto. "Temos dificuldade de encontrar alguns profissionais da área técnica. Muito brevemente teremos necessidade de mais duas turmas."
Aulas teóricas e práticas de conhecimentos aplicáveis à construção civil também são realizadas nos canteiros de obras da Rossi Residencial. "Tentamos nos antecipar ao aumento de demanda por mão-de-obra e criamos uma escola para capacitar quem já trabalhava na empresa", afirma o gerente-geral de Engenharia da empresa, Emerson Pompeo. O projeto é realizado em parceria com o Senai de Campinas, no condomínio Vila Flora, com 720 unidades em execução, mas deve ser multiplicado em outras áreas onde a construtora atua.

A princípio, somente funcionários da empresa participam, mas a idéia é captar novos trabalhadores. "Estamos em processo para abrir para o mercado", afirma Pompeo. "Esse processo de treinamento é importantíssimo para que não haja a falta esperada de mão-de-obra. Se todo mundo treinar um pouco, não vai faltar." Essa também é uma forma de estimular os trabalhadores a continuarem na empresa. "A gente consegue fidelizar 90% dos que são treinados."

A falta de mão-de-obra especializada também levou a Tecnisa a criar, em 2003, o projeto Profissionais do Futuro. A empresa oferece cursos gratuitos de azulejista, alvenaria, elétrica e hidráulica a seus operários e já formou 250 funcionários.

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