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SÃO PAULO - Assim como acontece com os outros índices da bolsa paulista, as duas novas carteiras criadas pela BM & FBovespa, o Midlarge Cap e o Small Cap, serão reavaliadas a cada quatro meses, quando será levado em conta o retrato de capitalização e liquidez de cada papel naquele momento. Assim, os índices que entram em operação na próxima segunda-feira seguirão com a configuração válida até o final de dezembro, quando uma nova ponderação será realizada. No Small Cap, por exemplo, o setor de construção civil liderará pelos próximos meses com uma fatia de 23,3% da carteira.

Dentro dos critérios usados para formar os dois índices, a primeira etapa selecionou as empresas que equivaliam a 85% do valor de mercado total da bolsa paulista (formado por 447 papéis atualmente), que foram para o MidLarge Cap. As empresas que formaram os 15% restante foram para a carteira Small Cap.

A segunda rodada de seleção levou em consideração a liquidez do papéis. Assim selecionou-se dentro de cada um dos dois grupos os papéis mais líquidos, ou seja, com maior número de negócios e volume financeiro nos últimos 12 meses. Empresas mais novas, que ainda não estão há um ano listadas, também poderão fazer parte dos índices. Para isso, será considerada a negociação dos papéis nos últimos seis meses.

A ponderação do índice também levou em conta o valor de mercado apenas dos papéis da empresa que estão em circulação no mercado (free float), ficando de fora do cálculo de ações que estão com controladores e administradores da companhia.

Assim, a formação do índice Small Cap ficou bastante diversificado: Ações do setor de Construção e Transportes respondem por 23,3%, com destaque para a Gafisa, que tem 5,2% da carteira. Em seguida compartilham parcelas similares os setores Consumo Não Cíclico, com 12,5%; Financeiro e Outros (12,4%), Materiais Básicos (12,2%), Bens Industriais (11,2%), Consumo Cíclico (10,6%), Telecomunicações (6,7%), Utilidade Pública (6,4%), Tecnologia da Informação (4,4%), Petróleo, Gás e Bioenergia (0,1%).

Já no índice MidLarge Cap, a maior fatia pertence ao setor de Materiais Básicos, com 28,2% de participação (16,8% só de ações ON e PN da Vale), seguido de Petróleo, Gás e Bioenergia, com participação de 25,9% (só com ações da Petrobras), e de Financeiro e Outros, com 25,1% de participação. O restante das ações está diluído em fatias mais modestas de Utilidade pública (6,8%), Consumo Não Cíclico (5,1%), Telecomunicações (4,0%), Construção e Transportes (2,1%), Bens Industriais (1,7%) e Consumo Cíclico (1,2%).

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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