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Construção de marcas, crise econômica e BRICs encerram MaxiMídia 2008

O último dia do MaxiMídia 2008, um dos maiores eventos de comunicação do País, contou com temas relevantes como a crise econômica, o papel dos BRICs e a criatividade brasileira.

Andréia Brasil, especial para o Último Segundo |

Acordo Ortográfico

Nesta quinta-feira, o evento começou com a palestra de Amy Fuller, da Mastercard, que contou a história da campanha "Não tem preço", que está no ar há quase 11 anos e cujo slogan ajudou a consolidar a marca no mercado, estando presente em 110 países e em 51 idiomas diferentes.

Pesquisa feita pela Mastercard indicou que os consumidores se preocupam mais com questões relacionadas à qualidade de vida, como manter um bom casamento, do que questões financeiras, como um bom carro. "Para eles, tudo o que faz sentido não tem preço. O nosso desafio é lidar com paixões diferentes, de lugares diferentes, mantendo o conceito da campanha", disse Fuller.

Crise e publicidade

O segundo painel do dia, "Indústria da comunicação - oportunidades e riscos", teve como debatedores Dalton Pastore, presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), Luiz Lara, da Lew´Lara TBWA, Fábio Fernandes, da F/Nazca S&S, e Nizan Guanaes, do Grupo Abc.

Os dois últimos travaram discussão calorosa sobre o papel das agências, a criatividade dos publicitários e a crise econômica atual. Para Nizan, o momento não é de vaidades, mas sim de sobrevivência. "Está na hora de apostar no conhecido, no que é sólido, e deixar a vanguarda para depois", aconselhou. Já para Fábio, o mercado ficou muito parecido e os trabalhos já foram mais ousados. "Não acho que tenhamos que recorrer a fórmulas, acho que temos que ser inovadores e diferentes", afirmou.
 
Para Luiz Lara, que também falou sobre a crise, essa é a chance de mostrar a excelência da criatividade brasileira. "Ninguém ficará ileso à crise, mas se continuarmos construindo estratégias diferenciadas, a comunicação continuará presente em todos os meios" avaliou.
 
Segundo Dalton Pastore, que se ateve mais ao tema do painel e falou sobre oportunidades e riscos do setor, as empresas recorrem às agências para ampliar negócios, construir suas marcas e incrementar suas vendas.

Como risco, Pastore apontou as possíveis restrições à liberdade de expressão. Entre as chances do mercado de propaganda, Pastore citou o resgate da capacidade dos profissionais de trabalharem em conjunto. "Saberemos enfrentar os riscos porque estamos trabalhando juntos", concluiu.
 
O "B" dos BRICs
 
A palestra que encerrou a 18ª edição do MaxiMídia levantou a questão: "BRIC - parceiros, concorrentes ou curiosidade?", e contou com a presença do administrador e professor Stephen Kanitz. Com bom humor, ele falou sobre a crise econômica e ressaltou a boa posição do Brasil no meio desse turbilhão. "Precisamos urgentemente deixar esse pânico de lado. A minha palestra deveria falar que o Brasil está melhor que Rússia, Índia e China, mas eu posso dizer que o País está melhor que os Estados Unidos", afirmou.
 
Segundo Kanitz, em relação aos outros países do BRIC, o Brasil tem melhores condições em relação à água, população crescente, solo fértil, clima, auto-suficiência em petróleo, sistema democrático, entre outros fatores. Ainda assim, ele terminou o seminário respondendo à pergunta do painel e dizendo que os BRICs são concorrentes. Mostrando o mapa mundi do futuro, que inverte as posições dos continentes e deixa as Américas do lado direito do globo, Kanitz apontou que a China terá inúmeras oportunidades de negócio nos próximos anos.
 
MaxiMídia 2008
 
O evento reuniu no mesmo local, em três dias no WTC, em São Paulo, um Fórum Internacional de Marketing e Comunicação, uma Feira de negócios e relacionamentos e um Prêmio de Criatividade em Mídia.
Durante o seminário de marketing e comunicação foram abordados temas de grande relevância para o setor, como os desafios da comunicação no século 21, fragmentação da audiência, consumo popular, publicidade em jogos eletrônicos e a importância das marcas para os líderes das empresas.

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