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SÃO PAULO - O nível de atividade na construção civil segue numa tendência de alta, conforme pesquisa divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em março, o indicador do setor ficou em 55,8 pontos, um crescimento de 2,6 pontos sobre o resultado de fevereiro.

SÃO PAULO - O nível de atividade na construção civil segue numa tendência de alta, conforme pesquisa divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em março, o indicador do setor ficou em 55,8 pontos, um crescimento de 2,6 pontos sobre o resultado de fevereiro. Números acima de 50 pontos indicam aumento da atividade. A expansão, de acordo com o levantamento, ocorreu em todos os portes de empresas. Entretanto, o maior avanço foi nas grandes companhias, que registram uma média de 58 pontos, acima 55,4 pontos apurados em fevereiro. A pesquisa aponta ainda que o nível de atividade em março, embora menor do que o de fevereiro, foi maior que o usual para o mês, o que confirma o aquecimento do setor. O indicador usual ficou em 55 pontos. A maior atividade, por sua vez, garantiu um aumento na criação de empregos na construção civil. No primeiro trimestre, a evolução do nível de empregados foi de 56,4 pontos. Novamente as grandes empresas foram as que mais contrataram. O indicador ficou em 62,5 pontos. O indicador de evolução do emprego é calculado de três em três meses. Apesar da queda sobre o mês anterior, o empresariado do setor ainda está otimista com relação ao nível de atividade para os próximos seis meses. O indicador que apura essa percepção ficou em 66 pontos em março, ante 67,3 pontos de fevereiro. As perspectivas também são positivas para o mercado de trabalho, uma vez que os empresários acreditam que vão continuar a contratar em ritmo expressivo. Segundo a pesquisa, o indicador foi de 66,2 pontos. A criação de novos empreendimentos e serviços também deverá ser forte nos próximos dois trimestres. De acordo com a sondagem da construção civil, esse indicador ficou em 67,7 pontos, contra os 67,4 anteriores. A maior atividade e o maior número de lançamentos também provocará a compra de mais insumos. Esse indicador ficou em 66,1 pontos, ou seja, acima da linha de 50 pontos, mas abaixo dos 66,4 verificados no segundo mês do ano. O levantamento foi feito pela CNI entre os dias 5 e 13 de abril com 294 empresas, das quais 28 de grande porte, 108 de médio porte e 158 de pequeno porte. (Fernando Taquari | Valor)

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