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Consórcio volta a ser boa opção para financiar veículo

O consórcio, que andava meio esquecido, voltou a valer a pena para financiar veículos. É o que mostra uma simulação feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que avaliou três modalidades de crédito para compra de veículos: o consórcio, o financiamento com taxa de juros de 1,9% ao mês e a caderneta de poupança.

Agência Estado |

Na simulação, se na compra de um automóvel o consumidor financiar R$ 10 mil com juro mensal de 1,9% terá pago, em 50 meses (ou quatro anos), um total de R$ 25.627,67. Se pagar uma parcela mensal média de R$ 230 em um consórcio durante o mesmo período terá gasto R$ 11.500. E se optar por aplicar na caderneta de poupança uma quantia mensal de R$ 171,07 terá acumulado R$ 8.553,50, levando em conta um rendimento de 0,6% ao mês.

"O grande atrativo dos financiamentos é ter o bem disponível no momento. Mas é preciso levar em conta que o valor desembolsado pode chegar a duas vezes e meia o valor investido inicialmente", diz Marcos Diegues, assessor jurídico do Idec . Segundo ele, o maior acesso ao crédito para compra de veículos têm facilitado a aquisição do bem, mas à custa de um alto índice de endividamento.

"Não há dúvidas de que, do ponto de vista de se evitar perdas financeiras, a poupança é o melhor caminho. No entanto, ela exige paciência e espírito poupador", diz. Na média dos consórcios de veículos, o consumidor paga o valor do carro mais 15% em taxas, aproximadamente. Segundo Diegues, o consórcio passa a ser um meio-termo entre a poupança e os financiamentos disponíveis no mercado - pois não se paga juros e sim correções monetárias e taxas de administração - e, com sorte, o consumidor pode ser sorteado e ter acesso ao bem nos primeiros meses. "No atual cenário, com a elevação das taxas de juros, o consórcio volta a ser uma opção interessante para financiar veículos", diz.

No entanto, o Idec alerta que o consumidor deve ficar atento a vários pontos. A desistência do plano pode custar caro - na maior parte dos contratos, o valor já pago só será recebido de volta após o fim do grupo e o consumidor pode estar sujeito a multas que chegam a 10% do valor do bem.

Diegues aponta também que é preciso verificar a idoneidade da empresa que oferece o consórcio. Nos anos 90, os consórcios causaram problemas para muita gente. "O setor melhorou muito. Não temos recebido muitas reclamações", afirma. Atualmente o Idec tem 16 ações contra o Banco Central referentes a problemas com consórcios.

As adesões a consórcios de veículos leves (automóveis, utilitários e caminhonetes) estão em crescimento, de acordo com a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac). Entre janeiro e julho deste ano, a venda de novas cotas cresceu 10,1 % em relação ao mesmo período do ano passado e chegou a 172,1 mil - o melhor período dos últimos três anos.

Atualmente, 773 mil brasileiros têm cotas de consórcios de veículos
O segmento de consórcio imobiliário também está em expansão no País. Em julho, o consórcio de imóveis bateu o recorde de participantes ativos: havia 494,9 mil consorciados ativos, número 12,1% superior do que os 441,7 mil registrados em julho de 2007. É o 103º mês consecutivo de crescimento do setor, segundo a Abac.

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