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Consórcio japonês mais perto de levar a Namisa

O consórcio chinês liderado pela siderúrgica Shagang abandonou na semana passada a disputa pela compra da mineradora Nacional Minérios (Namisa), pertencente à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), segundo uma fonte próxima às negociações. A desistência, provocada por uma falta de consenso sobre o preço do ativo, abre mais espaço para o consórcio japonês que também disputa a compra da mineradora.

Agência Estado |

Formado por siderúrgicas japonesas, entre as quais a Nippon Steel, a JFE Steel e a trading Itochu, esse grupo é apontado como o único forte candidato que ainda está interessado no negócio.

Segundo a fonte, as siderúrgicas Tata Steel e Arcelor Mittal também desistiram de comprar a mineradora, e o preço é apontado como o principal motivo. Desde que a Namisa foi colocada à venda, no ano passado, o mercado fez várias avaliações de preço da mineradora, que foram de US$ 2 bilhões até a elevada cifra de US$ 11 bilhões. Os comentários mais recentes de fontes do mercado apontam que o valor mais factível oscila em torno de US$ 7 bilhões.

Outra questão que teria dificultado as negociações é a falta de definição sobre o tamanho da participação na mineradora que será vendida pela CSN. A siderúrgica informou várias vezes que prefere vender apenas uma participação minoritária da Namisa, o que teria afastado o interesse de grandes grupos que preferem ter controle total sobre os ativos.

A forte turbulência do mercado financeiro internacional também contribuiu para afastar os interessados, uma vez que gerou dúvidas quanto à continuidade do crescimento mundial e aumentou o custo do crédito.

Na última sexta-feira, o diretor de relações com investidores da empresa, David Moise Salama, informou que a venda da Namisa continua em andamento, mas existem temores de que o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, desista da operação caso não atinja o preço que considera justo.

A venda da Namisa inclui um contrato de 30 anos de fornecimento de minério de ferro, que permitirá à mineradora atingir a venda total de 40 milhões de toneladas ao ano até 2012. Desse montante, apenas 16,5 milhões de toneladas serão produzidos efetivamente pela Namisa. De acordo com fontes do mercado, outras 6 milhões de toneladas serão compradas de pequenos produtores locais e outras 17,5 milhões de toneladas serão compradas de Casa de Pedra.

O escoamento da produção dependerá da expansão do porto de Sepetiba, que deve receber investimentos de US$ 2,2 bilhões da CSN até 2013. Para garantir o transporte ferroviário, a CSN informou que vai vender ações preferenciais da MRS Logística para o novo acionista da Namisa.

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