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Conselho do Fundo absolve Strauss-Kahn

O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) determinou que o diretor-gerente do organismo, o francês Dominique Strauss-Kahn, não incorreu em abuso de poder nem favoritismo ao manter uma relação íntima com uma subordinada, informou em comunicado o organismo multilateral de crédito. O Conselho concluiu que não houve assédio, favoritismo nem qualquer outra forma de abuso de poder por parte do diretor-gerente, afirmou o FMI em seu site.

Agência Estado |

No entanto, o principal órgão executivo do órgão advertiu que o incidente constituiu "um grave erro de julgamento por parte de Strauss-Kahn".

O Conselho considerou o problema "fechado" e manifestou que "continuarão trabalhando" com o diretor-gerente e sua equipe nos desafios que o FMI enfrenta.

Strauss-Kahn disse que está de acordo com a declaração realizada pelo Conselho, o órgão que representa os 185 países-membros e que toma as decisões do dia a dia.

Acrescentou que lamenta muito o incidente e aceita a responsabilidade por isso.

"Pedi desculpas por isso ao Conselho, à equipe do FMI e a minha família", explicou o ex-ministro das Finanças francês.

O Conselho abriu uma investigação para determinar se Strauss-Kahn deu tratamento privilegiado a uma mulher com a qual manteve um romance, a húngara Piroska Nagy, alta funcionária do departamento da África do FMI, que deixou a instituição em agosto passado.

Os conservadores ligados ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o opositor Partido Socialista (PS) comemoraram a decisão do FMI de perdoar seu diretor geral, Dominique Strauss-Kahn, após uma investigação sobre abuso de poder.

"É uma boa notícia saber que não se pode desestabilizar alguém com sua vida privada, como se tentou fazer", disse Frederic Lefebvre, porta-voz da União por um Movimento Popular (UMP, direita, no poder).

O ex-primeiro ministro socialistas Lionel Jospin comemorou a decisão por "um amigo, pelo diretor do FMI" e pela própria instituição, "em meio a essas tempestades financeiras".

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