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Berlim, 12 nov (EFE).- O Conselho Assessor de Economistas do Governo alemão -os chamados cinco sábios- prevê para 2009 uma estagnação do crescimento econômico na Alemanha como conseqüência da crise financeira internacional e da desaceleração da economia mundial.

Em seu relatório anual, que foi entregue hoje à chanceler Angela Merkel, eles assinalam que, após um crescimento de 1,7% neste ano, em 2009 a Alemanha terá crescimento 0 (zero), o que equivale, segundo a própria definição do conselho, a uma recessão.

Até agora, segundo o relatório, os efeitos da crise não se notaram no mercado de trabalho, com uma clara recuperação nos últimos anos, que chegou a seu ponto culminante em outubro, quando pela primeira vez em 16 anos o número de desempregados esteve abaixo da marca simbólica de 3 milhões.

Após um índice de desemprego de 7,8% neste ano, os membros do conselho esperam uma ligeira ascensão a 7,9% em 2009.

O índice de inflação, após bater 2,8% neste ano, cairá para 2,1% no próximo ano, segundo as previsões.

A previsão sobre o déficit fiscal -de 0,1% do PIB para este ano e 0,2% para o próximo- é problemática, de acordo com o relatório, porque ainda não se calcularam as repercussões do pacote de medidas para estabilizar o setor bancário.

Os conselheiros esperam que a baixa na taxa de inflação e a situação estável do mercado de trabalho contribua para uma recuperação do consumo interno e que dê alguns impulsos à economia.

Para reforçar isto, os sábios recomendam que o Banco Central Europeu (BCE) aproveite a margem que tem para baixar juros.

Além disso, outros impulsos podem vir de investimentos estatais, especialmente em educação e em infra-estrutura de transportes para as quais, na situação atual, os conselheiros consideram justificável um aumento do déficit.

Quanto à crise financeira, eles assinalam que, após se conseguir evitar um colapso total, agora o desafio é impulsionar uma reestruturação do setor bancário.

Os conselheiros consideram que o fundo de ajuda do Governo deve se concentrar em apoiar os bancos com boas perspectivas em vez de manter com vida o maior número de instituições financeiras. EFE rz/jp