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Conselhão pede a Meirelles mais reuniões para cortar juros

SÃO PAULO - Integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, órgão consultivo do governo federal, pressionaram nesta segunda-feira o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, pela redução da periodicidade das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC durante a crise, visando um corte maior da taxa de juros. Reunidos em São Paulo, cerca de 35 conselheiros do grupo que monitora a crise econômica internacional procuraram sensibilizar o presidente do BC neste momento de turbulência global.

Reuters |

"Provavelmente o Meirelles não vai dizer que já é uma decisão de redução, mas o fato de o conselho ter se posicionado vai ter efeito, por mais que hoje ele não dê uma resposta", disse a jornalistas o ex-governador gaúcho Germano Rigotto, integrante do Conselho.

O grupo sugeriu que a periodicidade das reuniões do Comitê de Política Monetária passe dos atuais 45 para 30 dias neste período de crise, para possibilitar decisões mais rápidas para a redução da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 12,75% ao ano.

Também foi encaminhado pedido para que o BC tenha uma regulação mais forte no sentido de que o spread bancário --a diferença entre a taxa da captação dos bancos e a cobrada dos clientes-- seja reduzido. Foi sugerida também uma nova formação para o Conselho Monetário Nacional (CMN), que inclua representantes de empregadores e trabalhadores.

Estavam presentes na reunião representantes da sociedade civil, como entidades de empresários e trabalhadores, e também os presidentes do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, além do ministro José Múcio Monteiro, de Relações Institucionais.

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