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Na BM&FBovespa são negociados derivativos agropecuários e financeiros, referenciados em ouro, câmbio e índices

As operações com derivativos podem ter diferentes objetivos. De acordo com informações da BM&FBovespa, os principais são proteção, alavancagem, especulação e arbitragem. No primeiro caso, funciona como uma espécie de seguro (hedge) para um investidor que quer proteger seus ativos. Alguém que tenha dívidas em dólares, por exemplo, pode comprar contratos futuros da moeda norte-americana para se proteger das variações em relação ao real.

A alavancagem com derivativos permite que um participante do mercado eleve a rentabilidade de um determinado ativo, já que os negócios com esses instrumentos exigem menos capital em relação à compra do ativo em si. As operações podem ser feitas com o objetivo de especulação, quando o investidor toma uma posição (compra ou vende) no mercado futuro ou de opções sem ter ativos no mercado à vista como forma de aproveitar as tendências de preços. O mercado de derivativos permite também a arbitragem, em que o participante tira proveito das diferenças de cotações e vencimentos em diversos mercados.

Na BM&FBovespa são negociados derivativos agropecuários, como açúcar cristal, boi gordo, milho, soja, café arábica e etanol. Há ainda os derivativos financeiros, como os referenciados em ouro, taxas de câmbio, índices, taxas de juros e títulos da dívida externa.

Tipos de mercado

Os negócios nesse mercado podem ser a termo, futuro, de opções e de swap. No mercado a termo, o participante atua como comprador ou vendedor do contrato e se compromete a comprar ou vender certa quantidade de um bem (mercadoria ou ativo financeiro) por um preço fixado numa data futura. Podem ser negociados em Bolsa e no mercado de balcão.

Segundo a BM&FBovespa, o mercado futuro deve ser entendido como uma evolução do mercado a termo. O participante se compromete a comprar ou vender certa quantidade de um ativo por um preço estipulado para a liquidação em data futura. A definição é semelhante à do termo, mas este exige a liquidação dos compromissos somente na data de vencimento, enquanto no mercado futuro eles são ajustados diariamente de acordo com as expectativas para aquele bem, por meio do ajuste diário. Os contratos futuros são negociados somente em bolsas.

Na Bolsa, existem ainda os mercados de opções e de swap. No primeiro, negocia-se o direito de comprar ou de vender um bem por um preço fixo numa data futura. Nesse caso, quem adquirir o direito deve pagar um prêmio ao vendedor, como se fosse um acordo seguro. No mercado de swap, é negociada a troca de rentabilidade entre dois bens, como entre dólar e juros, por exemplo.

Para incentivar a participação de investidores de menor porte, a bolsa criou os minicontratos. Eles podem ser usados como instrumentos de proteção por um custo mais baixo em relação ao contrato “cheio”. Existem minicontratos de Ibovespa, de boi gordo, dólar e café. No mini de Ibovespa, o valor do contrato equivale a 20% do contrato-padrão. Se o índice está em 67 mil pontos, o padrão é negociado por R$ 67 mil, enquanto o mini sai por R$ 13,4 mil. O mini de dólar custa US$ 5 mil, já que ele equivale a 10% do contrato-padrão, de US$ 50 mil. Ao comprar um contrato, no entanto, o investidor para apenas um percentual do valor total.

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