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Congresso exige plano de montadoras

A maioria democrata do Congresso dos Estados Unidos deu até 2 de dezembro para que Ford, General Motors (GM) e Chrysler apresentem um plano de viabilidade, como condição para que possam ter acesso a um pacote de socorro. Essa decisão representa uma segunda oportunidade para a indústria automobilística, depois que os diretores das três empresas compareceram esta semana no Congresso para tentar convencer, sem sucesso, os parlamentares a conceder-lhes US$ 25 bilhões do dinheiro público para sair da crise.

Agência Estado |

"Os executivos não convenceram o Congresso nem o povo dos EUA que têm um plano para sair da crise", disse o chefe da maioria democrata no Senado, Harry Reid, mencionando que o Congresso poderia se reunir de novo na semana de 8 de dezembro.

Tanto Reid quanto a presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, disseram que, em dois dias de audiências, os chefes das três montadoras não apresentaram uma proposta convincente para tirar as empresas da crise.

"Ninguém trouxe até agora um plano que possa ser aprovado pela Câmara e o Senado e promulgado pelo presidente", acrescentou Reid. "A menos que nos mostrem um plano, não podemos mostrar-lhes o dinheiro", indicou Pelosi.

O Congresso esperará até 8 de dezembro pelo plano das empresas, e se estas trouxerem um, o Congresso retomará sua sessão para avaliá-lo, explicou Reid.

Paralelamente, um grupo de senadores democratas e republicanos de Estados industriais chegou a um acordo para que as montadoras tivessem acesso a um pacote de auxílio financeiro do Departamento de Energia.

Carl Levin, parlamentar democrata de Michigan, explicou que as "Três Grandes de Detroit" poderão ter acesso ao dinheiro reservado pelo Departamento de Energia para promover a fabricação de veículos mais eficientes e ecológicos.

A idéia do grupo liderado pelo democrata Levin é uma alternativa à proposta que havia até agora sobre a mesa, que era de tirar o dinheiro para esse setor do pacote de resgate financeiro de US$ 700 bilhões, idéia repetidamente recusada pela Casa Branca.

A GM anunciou ontem o fechamento de sua fábrica de veículos na Tailândia por dois meses, a partir de dezembro, por causa da queda da demanda causada pela crise econômica global. Em comunicado, a filial tailandesa da General Motors assinalou que também ofereceu aposentadoria antecipada a 258 de seus 2.000 funcionários.

A GM fabrica cerca de 130 mil veículos por ano na Tailândia, considerada a "Detroit do Sudeste Asiático" desde que as companhias do Japão como Honda, Toyota, Nissan, Mitsubishi abriram fábricas no país.

Segundo fontes da indústria automobilística, a demanda de veículos na Tailândia deve cair em 2009 entre 20% e 30%, o que causará o fechamento de quase 500 mil postos de trabalho no setor.

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