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Congresso dos EUA tenta salvar GM

A informação de que o Congresso norte-americano vai tentar socorrer as montadoras do País, em especial a General Motors uma das que estão em situação mais crítica, com parte do pacote de US$ 700 bilhões do governo federal , deu impulso ontem aos papéis da empresa num dia de queda generalizada de ações em Wall Street. Já o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, que deu uma entrevista coletiva ontem, excluiu a possibilidade de usar parte do pacote para ajudar as montadoras.

Agência Estado |

Depois de terem perdido mais de dois terços de seu valor de mercado nos dois primeiros dias da semana -na terça-feira, as ações da GM caíram para o nível mais baixo em 65 anos, a US$ 2,75- , ontem os papéis da montadora reagiram e avançaram 5,48%.

A presidente da Câmara dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, afirmou ontem que o Congresso pode se reunir na próxima semana em uma sessão especial para discutir uma ajuda financeira às montadoras. Pelosi quer que essas empresas tenham acesso ao Programa de Aquisição de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês).

"Estou confiante de que o Congresso pode considerar uma medida de assistência emergencial durante uma sessão especial na próxima semana e acredito que a administração Bush vai apoiá-la", disse.

"Nossa conclusão neste momento é a de que essa não é a maneira mais eficaz de usar os recursos do pacote", reagiu o secretário Henry Paulson , ao referir-se ao setor automotivo. Na forma atual, o plano de resgate do governo não contempla as montadoras de veículos, afirmou. Os US$ 700 bilhões colocados à disposição pelo Congresso têm por objetivo ajudar as instituições financeiras, frisou.

Pelosi disse ter pedido ao presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, deputado Barney Frank, para desenhar uma legislação que daria às montadoras uma assistência "limitada" sob o Tarp.

"Para impedir a falência de uma ou mais das principais fabricantes de automóveis norte-americanas, o que teria um impacto devastador em nossa economia, o Congresso e a administração Bush devem agir imediatamente", disse Pelosi.

"Sei que os construtores de automóveis são importantes para os Estados Unidos", declarou Paulson, que qualificou essa indústria de setor "chave" para o país.

General Motors e Ford, os dois maiores fabricantes de automóveis dos EUA, acumulam bilhões de dólares em perdas líquidas este ano. Desde a publicação, na sexta-feira, de seus resultados trimestrais, os apelos a um socorro de urgência são ainda mais prementes.

No topo da lista de solicitações do setor está uma dotação de US$ 25 bilhões, votada no início de setembro pelo Congresso para ajudar a indústria automobilística a reorientar sua produção para modelos mais ecológicos. Por motivos burocráticos, esse dinheiro ainda não foi desbloqueado.

O fato é que essa soma já não é suficiente e precisa ser dobrada para US$ 50 bilhões , valor cada vez mais consensual em Washington.

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