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Chuvas na Bolívia bloqueiam estrada Brasil-Chile

As fortes chuvas que caem nos vales do centro boliviano bloquearam duas estradas vitais para a rota interoceânica que liga Brasil ao Chile, informaram fontes rodoviárias em La Paz.

EFE |

O Comitê de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes dos EUA fez hoje a primeira de várias audiências para descobrir como a Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC, em inglês) não pôde detectar a tempo a suposta fraude de US$ 50 bilhões do investidor de Wall Street.

Madoff, de 70 anos, se encontra sob prisão domiciliar desde que foi detido, em 11 de dezembro, mas um promotor federal pediu hoje em um tribunal em Manhattan que aguarde julgamento em uma penitenciária comum.

Tanto democratas quanto republicanos criticaram hoje a aparente inaptidão da SEC, apesar dos muitos sinais de alerta, para revelar o que é qualificado de o maior fracasso do sistema que regula os mercados financeiros nos EUA.

Em resposta, agora promovem a maior reforma desse sistema de regulação desde a Grande Depressão da década de 1930.

"Espero que possamos aprender com este trágico fato, determinar como podemos melhorar nossa estrutura de regulação e fazer a maior reforma substancial das leis que regem os mercados financeiros americanos", disse o legislador democrata Paul Kanjorski, que presidiu a audiência de hoje.

Ele se somou aos apelos para investigar o "tremendo fracasso" da SEC e os detalhes da fraude de Madoff, entre cujas vítimas, segundo lembrou o legislador, está um homem que, ao perceber que tinha perdido tudo, cometeu suicídio.

Porém, antes de discutir uma reforma, acrescentou Kanjorski, o Congresso deve investigar o escândalo para entender como Madoff "organizou suas operações empresariais e como realizou seus supostos atos fraudulentos".

O inspetor geral da SEC, David Kotz, assegurou que o órgão regulador fará uma investigação detalhada para determinar, entre outras coisas, se Madoff utilizou sua influência e conexões para enganar os reguladores durante pelo menos uma década.

A investigação da SEC, iniciada em 17 de dezembro, verificará se o financista aproveitou sua reputação em Wall Street para interferir nas investigações realizadas pelo órgão regulador sobre sua firma de investimentos, explicou Kotz.

O próprio presidente da SEC, Christopher Cox, pediu uma investigação interna sobre por que a entidade reguladora não tomou medidas, apesar de existirem acusações "críveis e específicas" contra o investidor.

Segundo o jornal "The Wall Street Journal", a SEC e outras agências reguladoras tinham na mira a empresa de Madoff e a investigaram em pelo menos oito ocasiões nos últimos 16 anos.

Mesmo assim, não puderam detectar a pirâmide montada por Madoff, com a qual conseguiu roubar investidores do porte de instituições financeiras como o Banco Santander da Espanha e o britânico HSBC, e até celebridades de Hollywood, como o cineasta Steven Spielberg e o ator Kevin Bacon, entre outros.

O escândalo também afetou pequenos investidores e fundos de pensão.

"Num piscar de olhos, as economias que fiz com muito esforço durante toda minha vida evaporaram. Como muitas das vítimas do senhor Madoff, não somos super ricos", criticou Allan Goldstein, que investiu na firma Bernard Madoff Investment Securities durante 21 anos.

Stephen Harbeck, presidente da Corporação de Proteção aos Investidores em Ações, disse aos legisladores que os clientes do financista, mais de quatro mil, poderiam recuperar seu dinheiro.

Irving Picard, encarregado de conduzir o que ainda resta na empresa de Madoff, enviou na sexta-feira oito mil notificações às possíveis vítimas para que possam reivindicar seu dinheiro.

De acordo com Harbeck, Picard identificou um total de US$ 830 milhões em ativos líquidos da empresa de Madoff.

A grande ausência de hoje foi Harry Markopolos, um ex-diretor de uma empresa de investimento que alertou às autoridades sobre as irregularidades nos negócios de Madoff.

Ele pediu mais tempo ao Congresso para se preparar para as audiências. EFE mp/db

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