Washington, 16 abr (EFE).- A subcomissão de Supervisão de Pesquisas da Câmara de Representantes (Deputados) dos Estados Unidos anunciou hoje uma audiência para o próximo dia 6 para examinar os problemas de aceleração repentina em alguns modelos de Toyota.

Washington, 16 abr (EFE).- A subcomissão de Supervisão de Pesquisas da Câmara de Representantes (Deputados) dos Estados Unidos anunciou hoje uma audiência para o próximo dia 6 para examinar os problemas de aceleração repentina em alguns modelos de Toyota. No último dia 23 de fevereiro, o presidente mundial da empresa, Akio Toyoda, compareceu ao Congresso, embora em um comitê diferente, e quis pedir desculpas e reconhecer sua "plena responsabilidade" pelos problemas de aceleração em seus veículos. Com a reunião do dia 6 de maio, os legisladores democratas Henry Waxman, que preside o Comitê de Energia e Comércio, e Bart Stupak, presidente da subcomissão, querem examinar se a origem desses problemas tem relação com defeitos eletrônicos nos veículos. Na audiência, também pretendem averiguar o tipo de testes que a empresa japonesa realizou para determinar as causas dos problemas de aceleração, e seu trabalho com a empresa americana Exponent. Tanto o presidente e principal executivo de operações da Toyota nos EUA, James Lentz, como o chefe da Exponent, Paul Johnson, foram convocados para a audiência do dia 6. A Toyota contratou os serviços da Exponent no mês passado como parte de sua campanha para desmentir os argumentos de Dan Gilbert, um universitário de Illinois, que demonstrou que um defeito eletrônico poderia ocasionar o problema de aceleração em vários modelos da multinacional japonesa. A Exponent, com sede em Menlo Park (Califórnia), demonstrou em um vídeo divulgado na internet que as técnicas utilizadas por Gilbert também poderiam ser aplicadas a vários modelos de outros fabricantes de automóveis. Os legisladores pediram uma série de documentos relacionados com os contratos e acordos firmados entre a Toyota e a Exponent, todo tipo de correspondência entre ambas as empresas e todos os relatórios e análise sobre os resultados do trabalho para a japonesa realizados pela americana. A Toyota tem até a próxima segunda-feira para recorrer da multa de US$ 16,4 milhões imposta pelo NHTSA, órgão regulador da segurança de trânsito dos EUA, por supostamente ter ocultado durante meses defeitos em seus veículos e não ter feito o "recall" de mais de dois milhões de veículos que registraram problemas nos aceleradores. Os japoneses sustentam que não houve erros em seus sistemas eletrônicos, mas admitiram outros possíveis defeitos em cilindros e freios que, no total, levaram ao "recall" de aproximadamente 8,5 milhões de veículos no mundo todo, a maioria nos Estados Unidos. EFE mp/dr/ma
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