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Congresso dos EUA chega a acordo sobre versão final do pacote

WASHINGTON - Um acordo fechado quarta-feira por líderes partidários no Congresso dos Estados Unidos abriu caminho para a aprovação do pacote de estímulo econômico proposto pelo presidente Barack Obama, mas cortes feitos em vários programas tendem a reduzir bastante o impacto do esforço do governo para tirar a economia americana da recessão. O compromisso resultou numa nova versão do pacote que deverá custar US$ 789,5 bilhões em redução de impostos, investimentos em obras públicas e ajuda para trabalhadores atingidos pela crise.

Valor Online |

O plano deve ser colocado em votação na Câmara dos Deputados e no Senado até amanhã, a tempo de ser aprovado antes do recesso que o Congresso terá na semana que vem.

Versões diferentes do pacote aprovadas separadamente pela Câmara e pelo Senado propunham mais de US$ 800 bilhões em cortes de impostos e investimentos, mas as dúvidas sobre a eficácia de várias medidas e a preocupação com o elevado custo do plano alimentaram enorme controvérsia no Congresso. O estímulo gerado pela versão final do pacote equivale a quase 6% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no ano passado.

As negociações levaram Obama e seus aliados no Partido Democrata a abrir mão de muita coisa. Um programa de assistência a Estados que atravessam dificuldades financeiras, que ajudaria a evitar cortes em serviços essenciais e daria dinheiro para várias obras, foi reduzido à metade. A maioria dos Estados americanos está no vermelho. Juntos, eles precisam cobrir um déficit estimado em US$ 330 bilhões.

O acordo fechado ontem também fez murchar um componente do pacote que era a realização de uma das principais promessas feitas por Obama durante a campanha eleitoral do ano passado, um crédito tributário para a classe média que poderia pôr no bolso de cada família até US$ 1 mil por ano. A nova versão do plano baixou para US$ 800 o valor máximo do benefício.

Obama estabeleceu como meta do pacote a criação ou a preservação de até 4 milhões de empregos. Cortes de impostos e outros benefícios tributários representam 35% do custo final do pacote e surtirão efeito rapidamente. Mas muitos desses incentivos dificilmente ajudarão a criar empregos, embora possam aliviar as finanças de trabalhadores e empresas beneficiadas.

Os economistas do governo acreditam que investimentos como pontes e estradas e os projetos de geração de energia financiados pelo pacote poderão contribuir muito mais com a recuperação da economia do país, mas eles tendem a demorar para sair do papel. Projeções sugerem que boa parte das despesas previstas pelo plano só poderão ser realizadas depois de dois anos.

Três senadores do Partido Republicano aliaram-se ao governo para assegurar a aprovação do pacote. Foi para atrair seu apoio que o pacote encolheu. Embora sejam minoria nas duas casas do Congresso, os republicanos ainda têm força para bloquear as iniciativas do governo no Senado. Nenhum republicano apoiou o plano na Câmara. Líderes do partido voltaram a resmungar ontem por terem sido excluídos das negociações.

Obama planeja visitar hoje as instalações da fabricante de equipamentos pesados Caterpillar em Illinois, etapa final de um giro que o levou nesta semana a três Estados para eventos em que defendeu o pacote de estímulo e respondeu a perguntas de cidadãos comuns.

A Caterpillar anunciou nos últimos meses mais de 22 mil demissões, mas ontem Obama disse ter ouvido de seus executivos a promessa de que " alguns " trabalhadores poderão ser chamados de volta se o Congresso aprovar o plano de estímulo. 

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