WASHINGTON - Os congressistas democratas e republicanos chegaram, nesta quinta-feira, a um acordo sobre o conteúdo de um plano de resgate do sistema financeiro dos Estados Unidos. O anúncio foi feito pelo senador democrata Chris Dodd, ao lado de legisladores republicanos.

Acordo Ortográfico

Dodd, presidente da comissão bancária do Senado, declarou que, depois de três horas de discussão cruciais entres parlamentares democratas e republicanos, os negociadores dos dois partidos resolveram submeter o texto de seu acordo aos responsáveis do departamento do Tesouro.

"Chegamos a um acordo fundamental sobre uma série de princípios", declarou Dodd, acrescentando que isso dará ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, "a autoridade e as verbas que pediu para agir".

Agora, os legisladores devem se encontrar com o secretário do Tesouro, Henry Paulson, para detalhar as medidas. Segundo o senador republicano Barney Frank o congresso está "a caminho" da aprovação do pacote.

O plano de salvamento do sistema financeiro norte-americano deverá passar por algumas transformações para ser aprovado pelo congresso dos EUA. Os legisladores concordam em permitir o uso de US$ 700 bilhões para a operação, mas querem liberar os recursos em parcelas, sendo que US$ 250 bilhões seriam disponibilizados imediatamente.

A proposta dos congressitas também prevê limites para a remuneração de executivos dos bancos ajudados pelo pacote, além do direito de participação acionária para o governo nas instituições que receberem recursos.

O acordo foi fechado em um encontro que reuniu cerca de dez congressistas influentes dos dois partidos e será apresentado ainda nesta quinta-feira aos demais legisladores. Depois disso, os partidos pretendem levar o plano revisado para apreciação do secretário do Tesouro, Henry Paulson, e para o presidente George W. Bush.

Ainda hoje, o presidente George W. Bush se reune com lideranças dos dois partidos e com os candidatos à sua sucessão, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain , para tratar da crise.

Ontem, Bush intensificou os esforços para conseguir que o Congresso aprove o pacote. O governo precisa correr porque deputados e senadores entram em recesso na sexta-feira por causa da eleição presidencial, em 4 de novembro.

Bush reiterou que o pacote, que espera aprovação no Congresso, não servirá para "salvar companhias individuais, mas para proteger toda a economia dos EUA ".

Críticas

O plano de salvamento tem sido alvo de críticas e dúvidas. Uma das questões é se será criado ou não algum tipo de mecanismo para avaliar e regular a implementação do plano.

O temor é de que o Tesouro americano concentre muito poder para gastar os US$ 700 bilhões.

Outro ponto em discussão é sobre como usar os recursos. O plano do governo americano prevê a compra de títulos podres dos bancos para, segundo Paulson, "desintoxicar" seus balanços, evitar que quebrem e permitir que voltem a emprestar para o mercado em geral.

(Com informações do Valor Online e AFP)

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