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Congresso dos EUA aprova medida de resgate para setor hipotecário

Washington, 26 jul (EFE).- O Congresso dos Estados Unidos aprovou hoje, em uma inusitada sessão de sábado, uma ambiciosa medida de resgate do setor hipotecário do país que autoriza fundos para milhares de americanos que enfrentam o perigo de perderem suas casas.

EFE |

Com 72 votos a favor e 13 contra, o Senado aprovou um projeto de lei que, entre outros elementos, autoriza mais de US$ 3,9 bilhões para ajudar as comunidades mais prejudicadas pela crise hipotecária do país.

A Câmara de Representantes já tinha aprovado a iniciativa na última quarta, com 272 votos a favor e 152 contra.

Os problemas que a economia americana enfrenta, em especial a crise hipotecária, estão entre os assuntos que mais preocupam os eleitores.

Assim, a Casa Branca deixou em claro que o presidente George W.

Bush sancionará a lei assim que chegar a seu escritório.

Entre outros elementos, a iniciativa autoriza empréstimos de bilhões de dólares para as empresas hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, duas das principais entidades de financiamento de imóveis nos EUA.

O temor de que estas empresas estivessem à beira de um colapso fez com que os senadores eliminassem na última sexta os últimos impedimentos ao projeto de lei.

O Congresso partiu para o resgate das duas entidades por causa em parte das pressões da Casa Branca, que procura insuflar uma maior confiança dos investidores na economia.

A Fannie Mae e Freddie Mac têm a seu cargo cerca da metade das hipotecas do país - aproximadamente US$ 5 trilhões de um total de US$ 12 trilhões -, mas diante da crise de execuções hipotecárias perderam bilhões de dólares, indicam relatórios oficiais.

O Congresso quer evitar a todo custo um colapso destas empresas, pois isto provocaria um enorme caos nos mercados globais de crédito e aprofundaria a crise do setor imobiliário neste país.

Além de ajudar às duas empresas hipotecárias, a iniciativa permitiria que a Administração Federal de Habitação (FHA, em inglês) possa refinanciar até US$ 300 bilhões em empréstimos hipotecários.

Também autoriza cerca de US$ 4 bilhões em fundos federais para ajudar as comunidades mais atingidas pelas execuções hipotecárias.

Calcula-se que a iniciativa ajude cerca de 400 mil proprietários de imóveis a evitarem uma execução hipotecária, pois teriam a oportunidade de refinanciar suas propriedades com empréstimos mais acessíveis pela FHA.

A medida aumenta de US$ 417 mil para US$ 625 mil o limite dos empréstimos hipotecários que podem adquirir a Fannie Mae e a Freddie Mac, assegurados pela FHA.

A pedido dos republicanos, a medida também estipula a criação de uma entidade federal que regule as duas companhias hipotecárias.

A inclusão da Freddie Mac e da Fannie Mae no projeto de lei foi a pedido do secretário do Tesouro, Henry Paulson, que fez esta solicitação no dia 13 de julho.

Os detratores do projeto de lei, entre eles alguns republicanos conservadores como o senador Jim DeMint, afirmam que ele premia injustamente os investidores e é um plano de resgate que coloca em risco os contribuintes americanos que agora têm que assumir o custo desta crise.

Entretanto, seus defensores voltaram a dizer hoje que já era hora de o Governo responder à crise do setor imobiliário e que isto, por sua vez, contribuirá para acalmar as águas da turbulenta economia nacional.

A crise de habitação "é um assunto de grande preocupação para muitos de nós, que vemos como muitas famílias americanas estão perdendo suas casas por causa das execuções hipotecárias", disse o senador democrata Richard Durbin.

Nas agitadas discussões entre os dois partidos, os democratas também obtiveram concessões, entre elas um programa de moradia para pessoas com poucos recursos, que seria financiado em parte pelos lucros de Freddie Mac e da Fannie Mae e pelo fundo de US$ 3,9 bilhões antes mencionado. EFE mp/fal

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