O Senado argentino converteu em lei na noite desta quarta-feira a reestatização das Aerolíneas Argentinas, que pertenciam ao grupo espanhol Marsans.

Após um intenso e longo debate, o projeto enviado pelo governo foi aprovado por 46 votos contra 21.

O texto tinha sido aprovado pela Câmara dos Deputados, no dia 22 de agosto, por 167 votos contra 79.

A iniciativa estabelece que o Congresso terá a última palavra sobre o valor que o estado argentino pagará a Marsans pelas Aerolíneas e sua filial Austral. O preço será calculado pela Justiça, com base no valor das duas companhias em junho, antes da suspensão de seus pagamentos.

As duas empresas aéreas, afetadas por uma grave crise, têm uma dívida de 890 milhões de dólares e 40% de seus aviões estão fora de serviço.

A lei impede o Estado de privatizar as duas empresas no futuro.

Aerolíneas e Austral foram privatizadas em 1990, durante a presidência de Carlos Menem (1989-99), e passaram às mãos da espanhola Iberia, apesar da enxurrada de denúncias envolvendo o processo.

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