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Miami, 22 jul (EFE).- O Congresso dos Estados Unidos congelou os US$ 45 milhões em fundos destinados pelo Governo americano a promover a mudança em Cuba, após serem feitas várias auditorias, informou hoje um meio de comunicação local.

A agência americana para o desenvolvimento internacional (USAID, na sigla em inglês) tinha tentado parar esta medida com o início na última sexta-feira de uma revisão profunda de seus programas destinados à promoção da democracia em Cuba, informou o jornal "The Miami Herald".

Entre as ações empreendidas pela USAID está a suspensão de toda ajuda econômica a uma organização do exílio cubano de Miami que gastou pelo menos US$ 11 mil de fundos federais na compra de artigos pessoais, disse o periódico.

O presidente do Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes dos EUA, Howard Berman, ordenou em junho passado o congelamento dos fundos, em resposta a uma fraude de US$ 500 mil do grupo Centro por uma Cuba Livre, de Washington.

Stephen Driesler, diretor do USAID para Assuntos Legislativos e Públicos, explicou em comunicado enviado a vários congressistas americanos que o órgão tinha posto em prática "revisões financeiras mais estritas", explicou o jornal.

Tal verificação revelou "irregularidades no Grupo de Apoio à Democracia", uma organização do exílio cubano em Miami que tinha sido criticada no passado por "usar fundos federais" para enviar produtos da Nintendo à ilha.

"A USAID decidiu realizar uma revisão imediata de todas as doações de fundos e determinar" onde aconteceram falhas financeiras e como saná-las, para "fortalecer o programa" com vistas a seu "futuro êxito", declarou Driesler.

"Todas as doações estão submetidas a revisão e, dependendo dos resultados, algumas serão suspensas", acrescentou.

Um estudo elaborado pela influente Fundação Nacional Cubano Americana (FNCA), divulgado em maio, criticou que menos de 17% dos US$ 70 milhões distribuídos desde 1996 pela Administração americana para impulsionar a democracia em Cuba "fossem usados para assistência direta à ilha". EFE emi/rb/rr

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