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Congressistas pedem que bancos dos EUA usem fundo estatal em crédito

Washington, 31 out (EFE).- Destacados membros do Congresso dos Estados Unidos pressionaram hoje os bancos que receberam ajuda estatal para que usem o dinheiro para ampliar crédito e não para pagar dívidas, bonificações a seus executivos ou para adquirir outras entidades.

EFE |

O Governo pretende comprar ações no valor de US$ 250 bilhões dos bancos americanos, mas se deparou com o problema de que nem todos parecem ter a intenção de estender sua bolsa de empréstimos, o que era o objetivo do programa.

As participações não têm direito ao voto, por isso que o Governo não conta com o poder de dirigir a política dos bancos.

O presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, Ed Lazear, disse que a Casa Branca não imporá mais condições aos bancos.

No entanto, vários legisladores questionam por que o contribuinte deveria dar dinheiro às entidades que não o usam para aliviar os problemas financeiros, mas para fins que não têm um impacto na economia em geral.

A Casa Branca flexibilizou hoje sua postura e Tony Fratto, um porta-voz do Governo, destacou que os bancos "não deveriam usar a injeção de dinheiro para aumentar ou pagar dividas".

"O que estamos tentando fazer é contar com um setor bancário saneado que possa voltar a conceder empréstimos para que possamos sair desta crise creditícia na qual estamos agora e que afeta milhões de americanos", ressaltou.

Hoje, o presidente do Comitê de Serviços Financeiros da câmara baixa, o democrata Barney Frank, disse que alguns bancos estão "contornando a lei".

"Qualquer uso desses fundos para um fim que não seja emprestar, como em bonificações, remuneração por demissão, dividendos ou aquisições de outras instituições, é uma violação da lei", afirmou Frank, em comunicado.

A mesma posição foi compartilhada por republicanos como Peter Hoekstra, um dos líderes de seu partido na Câmara dos Representantes.

"Têm que usar este dinheiro para melhorar os mercados financeiros", disse em entrevista à rede de televisão "Fox News".

A lei contém algumas restrições aos salários de seus diretores, mas os especialistas acham que são bastante frouxas.

Hoje o diário "The Wall Street Journal" informou que os bancos que receberão as injeções de capital deviam mais de US$ 40 bilhões a seus executivos no final do ano passado.

Segundo um cálculo feito pelo jornal, em alguns casos a dívida das empresas com a direção superava o que devia em pensões ao resto de sua força de trabalho.

Fora disso, na última quinta-feira, o periódico "The Washington Post" informou que os 33 bancos que até agora solicitaram o dinheiro público usarão mais da metade do que pegaram, no pagamento de dívidas.

O departamento do Tesouro se manifestou de forma neutra oficialmente, enquanto de maneira anônima altos funcionários disseram serem a favor de que bancos fortes absorvam os que têm problemas com o dinheiro dos cofres públicos.

Na sua opinião, isso evitaria o trabalho de intervenção do Governo. EFE cma/rr

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