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Confrontados pelo gás, Rússia e Ucrânia começam intenso lobby na Europa

Rússia e Ucrânia, confrontados pela guerra do gás - que já provocou uma queda nos níveis de abastecimento de quatro países europeus (Polônia, Hungria, Romênia e Bulgária) -, intensificam aos poucos seus respectivos lobbys na Europa, em busca de apoio para seu lado da disputa.

AFP |

Enquanto isso, em Kiev, o representante da presidência ucraniana para a segurança energética, Bogdan Sokolovski, alertou que o conflito com a Rússia pode gerar "problemas técnicos graves" no transporte de gás russo para a Europa "dentro de 10 dias".

Alexandre Medvedev, vice-presidente da estatal russa Gazprom - que monopoliza a exploração de gás no país -, se reunirá neste sábado em Praga com autoridades da República Tcheca, que há dois dias substituiu a França na presidência rotativa da União Européia, segundo fontes oficiais.

Medvedev deve seguir depois para Londres, Paris, Viena, Bruxelas e Berlim, informou o porta-voz da Gazprom em Moscou.

O primeiro-ministro tcheco, Mire Topolanek, encarregado da presidência interina da UE, já havia se encontrado na sexta-feira com uma delegação ucraniana coordenada pelo ministro da Energia, Iuri Prodan, que também viajou a Praga para explicar a posição de seu país no conflito.

Os representantes ucranianos partiram depois para Bratislava, onde solicitaram o apoio da Europa nas negociações com a Rússia, e em seguida para Berlim, onde se reuniram com altos funcionários alemães.

Enquanto russos e ucranianos viajam pela Europa para fortalecer suas posições, Polônio, Hungria, Romênia e Bulgária acusaram quedas significativas no abastecimento de gás vindo da Rússia, que passa pela Ucrânia.

O fornecimento de gás russo para a Hungria caiu 10 milhões de metros cúbicos em relação aos 42 milhões previstos por contrato, segundo a Comissão Européia.

A Polônia, por sua vez, constatou uma queda de 6% do gás entregue em relação ao volume diário fixado em contrato, mas compensou a baixa com o gás fornecido através da Bielorússia, segundo o Gaz-Systema, operador do gasoduto polonês.

Já a Romênia registrou uma queda de 30% no fornecimento, segundo a Transgaz, enquanto o nível entregue à Bulgaria caiu entre 10% e 15%, anunciou a companhia nacional búlgara Bulgargaz.

Segundo Sokolovski, "se a Rússia não fornecer mais gás (para os países europeus) além do que fornece agora, em cerca de 10 dias haverá problemas técnicos graves".

"O transporte de gás pode até ser interrompido em algum momento", disse Sololovski à imprensa, advertindo que "não será nossa culpa".

Enquanto isso, a Gazprom busca rotas alternativas para seu fornecimento de gás, para que a Europa não dependa mais da Ucrânia.

"Acreditamos ser preciso desenvolver, o mais rápido possível, rotas alternativas, e esperamos que a Europa dê os passos necessários para realizar este projeto", afirmou Alexandre Medvedev.

A Gazprom já está construindo dois novos gasodutos: um ao norte, que vai do porto báltico russo de Vyborg a Greifswald, no norte da Alemanha, e outro mais ao sul, que percorre o Mar Negro até a Bulgária, onde se bifurca, seguindo para a Áustria e para a Grécia.

No dia 31 de dezembro, a Gazprom decidiu cortar o fornecimento de gás para a Ucrânia como resposta ao não pagamento de uma dívida.

As duas partes expressaram seu compromisso de garantir o abastecimento para a Europa, mas alguns países, como a Polônia, já registram uma queda na quantidade de gás fornecido.

sof/ap

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