Montevidéu, 25 ago (EFE).- Uma paralisação impede exportações da fábrica de celulose que a empresa finlandesa Botnia tem no oeste do Uruguai, onde hoje continuou interrompida a carga e descarga de matéria-prima no porto de Nueva Palmira.

A exportação da celulose permanece estagnada desde sábado por um conflito sindical na empresa Río Estiba.

A companhia é a encarregada da carga e descarga no terminal portuária de Ontur, em Nueva Palmira, ponto de destino da celulose produzida na fábrica que a Botnia tem em Fray Bentos.

Os trabalhadores denunciam a recusa da firma Río Estiba em pagar dupla remuneração pelo trabalho nos domingos e a intenção da companhia de mudar o atual horário de trabalho.

A fábrica de celulose é assunto de um enfrentamento no Uruguai e na Argentina, pois o Governo de Buenos Aires e ativistas de defesa do meio ambiente argentinos afirmam que a fábrica produz uma deterioração ambiental no rio La Plata, que separa os dois países.

O conflito foi levado à Corte Internacional de Justiça de Haia.

EFE jas/rr

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