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Conflito na Ossétia do Sul agita o mercado de petróleo

A inesperada guerra no Cáucaso está ameaçando também o mercado de petróleo, por temores de uma escalada do conflito entre a Rússia e a Geórgia pela republica separatista da Ossétia do Sul, que afetaria o fornecimento de cru, explicaram analistas consultados pela AFP nesta segunda-feira em Londres.

AFP |

"A guerra entre a Rússia e a Geórgia gerou mais incertezas no mercado de petróleo, sempre muito instável", indicou John Mitchell, especialista em petróleo do centro de análise e pesquisa Chatham House, em Londres.

Os preços do petróleo subiram hoje pela manhã a 116,90 dólares em Nova York e a 115,32 dólares em Londres, ganhando assim dois dólares em relação a seu preço de fechamento na sexta-feira, por causa da violência entre a Rússia e a Geórgia, que é uma região fundamental para o transporte de petróleo e gás.

O mercado reagiu às afirmações da Geórgia de que a aviação russa lançou bombas perto do oleoduto de BTC, o segundo maior do mundo, que liga a capital do Azerbaijão, Baku a Ceyhan, um porto na costa mediterrânea da Turquia, passando perto de Tbilisi, capital da Geórgia.

Pouco depois, o chefe da companhia de petróleo estatal do Azerbaijão anunciou que as exportações dos portos georgianos estão paralisadas por causa do conflito.

No entanto, o especialista Manouchechr Takin, do Centro Mundial para Estudos de Energia (CGSE), com sede em Londres, afirmou que por enquanto o abastecimento de cru não foi afetado pelo conflito.

A BP (British Petroleum), que possui 30% das ações do BTC, de 2.000 km de comprimento, disse também que não sabe de ataques contra o oleoduto.

Segundo Takin, a alta dos preços do barril registrada hoje pela manhã se deve principalmente aos temores "psicológicos" no mercado de que o conflito entre a Rússia e a Geórgia pode aumentar, prejudicando o fornecimento de petróleo.

"Por enquanto, o abastecimento não foi afetado porque os oleodutos e os poços estão fora da área de conflito", afirmou Takin.

"Acredito que, se o conflito for contido no norte da Geórgia, o fornecimento de cru não será afetado. Mas há temores de que o conflito aumente e afete o mercado de petróleo", afirmou o analista.

"É sobretudo a incerteza que está afetando o mercado; temem que o conflito entre a Rússia e a Geórgia se transforme numa guerra", insistiu o analista do CGSE.

Takin explicou que "o mercado vê com preocupação qualquer sinal de que o conflito pode se agravar". Ele citou como exemplo as declarações do vice-presidente americano Dick Cheney, para quem a "agressão russa não deve ficar sem resposta".

"Esta não seria a primeira vez que um pequeno conflito aumenta e se transforma numa guerra", lembrou.

O analista da Chatham House insistiu que o impacto deste conflito sobre o mercado de petróleo é apenas temporário.

"A incerteza que está pressionando os preços para cima vai durar até que esteja claro que as instalações de petróleo nessa região estão seguras", declarou Mitchell.

"Acredito que a pressão sobre o preço do barril vai durar enquanto persistir a violência entre a Rússia e a Geórgia", destacou. "Quando o conflito for resolvido, o mercado voltará à normalidade", afirmou;

No entanto, apesar da crescente pressão internacional pelo fim das hostilidades, a Rússia continuou nesta segunda-feira bombardeando a Geórgia.

ame/lm/sd

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