Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Conflito entre Petrobras e Equador é menor do que aparenta, diz Lula

RIO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que, por enquanto, o governo federal não vai participar das negociações da Petrobras com a PetroEcuador nas questões envolvendo os blocos exploratórios 18 e 31 e o Oleoduto de Crudos Pesados (OCP), localizados no Equador. Lula acredita que os problemas entre a estatal brasileira e o governo do presidente Rafael Corrêa são menores do que aparentam.

Valor Online |

Apesar de ter minimizado o conflito, o presidente não descartou a saída da Petrobras do país sul-americano, caso as duas partes não cheguem a um acordo. "A Petrobras tem que ver se interessa a ela fazer os investimentos lá. Se houver acordo, ótimo. Se não tem acordo, a Petrobras vai procurar o que fazer e o Equador também", disse Lula, que participou hoje do batismo da plataforma P-51, no estaleiro BrasFels, em Angra dos Reis.

Para o presidente, caso as negociações, hoje levadas a cabo por Petrobras e PetroEcuador, descambem para a esfera política, os ministérios de Minas e Energia e de Relações Exteriores "vão conversar em nível de governo com o Equador".

"Quando entrar na esfera política, os problemas serão muito menores. Acho que há interesse estratégico (do Equador) de ter uma boa relação com o Brasil, e o Brasil tem interesse estratégico em manter a melhor relação com o Equador. Até agora, o que tem são coisas normais de empresas importantes na área de petróleo e, sobretudo, num momento em que o mundo está tomado pelo susto de uma crise financeira", acrescentou Lula.

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, afirmou que as empresas continuam conversando em uma mesa de negociações normal. O executivo evitou comentar as declarações recentes de integrantes do governo equatoriano, que teriam se mostrado favoráveis à saída da Petrobras do país.

"Estamos negociando com o governo do Equador. Não me consta que haja na mesa de negociação grandes problemas e não vamos comentar as declarações, que me parecem de caráter político", destacou Gabrielli, acrescentando que as principais questões são divergências sobre o que fazer com os blocos 18 e 31.

Atualmente, a estatal produz 32 mil barris diários no bloco 18. "Já temos um acordo praticamente concluído e temos que resolver a situação do oleoduto de fluidos pesados do Equador. São negociações normais, sem conflitos, com diferenças de opinião normais e que estão em andamento", acrescentou o presidente da Petrobras.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG