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Conflito em Gaza faz petróleo subir 6%

Os contratos de petróleo fecharam ontem com forte alta em sessões voláteis na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, em inglês) e na Bolsa de Futuros de Londres (ICE), impulsionados pelas preocupações de que a escalada do conflito entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza possa se espalhar para os países vizinhos. Na Nymex, os contratos de petróleo WTI (leve) para fevereiro subiram 6,13% e fecharam a US$ 40,02 por barril.

Agência Estado |

A mínima foi de US$ 37,55 e a máxima, de US$ 42,20. Na ICE, os contratos de petróleo Brent também para fevereiro fecharam a US$ 40,55 por barril, alta de 5,68%. A mínima foi de US$ 38,15 e a máxima, de US$ 43,18.

Apesar disso, começaram a desaparecer do mercado os temores com o corte na produção promovido pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A expectativa é de que os estoques de petróleo bruto vão continuar cheios durante um bom período em 2009.

Ainda assim, poucos participantes se dispuseram a pressionar o mercado mais para baixo enquanto os ataques de Israel na Faixa de Gaza prosseguiram pelo terceiro dia. "Os ataques impediram o mercado de cair mais. As pessoas estão um pouco apreensivas sobre a ampliação do cenário", disse Tony Rosado, operador da GA Global Markets em Nova York.

Mais de 300 palestinos já foram mortos desde que Israel iniciou seus ataques aéreos no sábado, de acordo com o Hamas. O governo israelense concentra tropas e tanques na fronteira com a Faixa de Gaza, indicando uma ofensiva por terra.

Os participantes do mercado estão se lembrando da guerra Israel-Hezbollah, no Líbano, em julho de 2006, que desencadeou preocupações similares de que o conflito possa se espalhar pela região, atraindo a Síria e o Irã. Na ocasião, os preços atingiram as máximas acima de US$ 78 por barril, que se mantiveram por mais de um ano.

No entanto, ponderou Mike Fitzpatrick, operador da MF Global em Nova York, aquele conflito aconteceu em "um mundo completamente diferente". "Com os preços do petróleo em colapso, os cofres do Irã não estão mais inchados, o que deve invariavelmente significar alguma perda de influência na região", disse o analista, em nota para clientes. "Mas uma ação militar de Israel é sempre uma grave preocupação por causa da incerteza sobre para onde isso pode levar o mercado."

Entre as notícias de fundamentos, mais evidências de desaceleração na demanda por petróleo da China provavelmente vão deprimir mais os preços.

A forte demanda por óleo no país ajudou a conduzir os preços em direção à máxima histórica de quase US$ 150 por barril em julho, enquanto a desaceleração tem alimentado a queda dos preços. Estima-se que a taxa de crescimento da demanda por petróleo da China seja de entre 2% e 3% no próximo ano, as mais baixas da última década, segundo Paul Ting, presidente da Paul Ting Energy Vision.

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