O nível de confiança do setor varejista cresceu 5,1% em outubro em relação a setembro, com o Índice de Expectativas nos Negócios da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Ifecap) tendo passado de 111,82 pontos para 117,52 pontos no mês passado. Segundo informou hoje o coordenador do índice, André Chagas, a alta foi puxada, principalmente, pela melhora das expectativas futuras, que capta a confiança dos empresários nas vendas de fim de ano.

O indicador das condições atuais do negócio também apresentou elevação. Na comparação com o mesmo período do ano passado, pela primeira vez no ano o Ifecap registrou alta de 2,4%. "Esse resultado sugere que os efeitos da crise financeira não são mais motivos de desconfiança para os empresários do comércio", explicou Chagas.

Segundo ele, tanto a manutenção das boas condições dos mercados de trabalho e de crédito quanto os incentivos fiscais dados aos produtos de consumo contribuem para sustentar a confiança dos empresários. O Índice-Momento Atual, que capta a situação atual dos negócios, apresentou alta de 3,5%, na comparação com setembro de 2009, puxado por altas em todos os seus componentes, com destaque para o aumento de 4,5% no Índice Momento Situação dos Negócios.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, o Índice-Momento Atual ainda se encontra em baixa, de 1,2%. "As expectativas para o próximo trimestre, captadas pelo Índice-Futuro, apresentaram elevação de 7,3%, puxadas pela alta de 7,4% no Índice-Futuro Encomendas e 7,3% no Índice-Futuro Vendas", disse o coordenador do Ifecap. Quanto ao porte da empresa, houve alta das expectativas entre os comerciantes de todos os portes, com exceção das microempresas (queda de 5,5%). Entre os médios empresários, houve elevação de 10,1% nas expectativas. Do ponto de vista regional, entre as empresas da capital a alta foi de 3,4%, enquanto, no interior, a alta foi de 6,5%.

O Ifecap é calculado com base nas respostas de cerca de 400 empresas varejistas de micro, pequeno, médio e grande portes, espalhadas por todo o Estado de São Paulo. O índice obedece a uma escala de zero a 200 pontos, sendo que marcas abaixo de 100 pontos revelam pessimismo do empresário. Acima de 100 pontos, há otimismo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.