Bruxelas, 26 fev (EFE).- A confiança dos consumidores e empresários continuou caindo em fevereiro, tanto na União Europeia (UE) quanto na eurozona, até marcar novos mínimos históricos, informou hoje a Comissão Europeia (CE, órgão executivo do bloco europeu).

O Indicador de Sentimento Econômico (ISE) elaborado pelo Executivo europeu caiu 2,2 pontos na UE e 1,8 ponto na zona do euro, para 61 e 65,4 pontos, respectivamente.

A confiança caiu em praticamente todos os Estados-membros, mas destaca-se a deterioração registrada na Polônia (-8,2 pontos), Holanda (-6,7), Reino Unido (-3,8) e Espanha (-2,2), enquanto na Alemanha (-1,2), França (-0,6) e Itália (-0,3) o retrocesso foi mais moderado.

A CE também divulgou hoje o Indicador de Clima Empresarial (ICE) para a zona do euro, que registrou uma nova baixa em fevereiro, até estabelecer um novo marco na série histórica que começou em 1985.

Quanto ao ISE, a CE explica que a queda de fevereiro foi resultado da piora da confiança em todos os setores, exceto no comércio no varejo, onde melhorou ligeiramente (1 ponto) tanto na UE quanto na eurozona.

A indústria foi o setor onde mais diminuiu a confiança (-4 pontos na UE e -3 na zona do euro), enquanto, na construção, desceu 2 pontos nos dois.

A confiança tanto nos serviços quanto dos consumidores desceu 1 ponto na UE e, na eurozona, o retrocesso foi de 2 pontos.

No conjunto da UE e na eurozona, as expectativas de criação de emprego registraram uma brusca queda tanto na indústria quanto nos serviços, o que provocou um significativo aumento das expectativas de desemprego dos consumidores.

Quanto aos preços, tanto as expectativas dos empresários quanto dos consumidores se estabilizaram, interrompendo o caminho decrescente iniciado em meados de 2008.

O indicador de confiança do setor financeiro - que não está incluído no ISE - manteve-se sem mudanças na UE e melhorou nos países da moeda única (4 pontos a mais), mas não o suficiente para compensar as fortes quedas registradas em janeiro nas duas áreas.

Esta evolução reflete a importante queda nas avaliações dos diretores tanto da situação do negócio quanto da demanda de seus serviços nos três últimos meses.

No entanto, suas expectativas de demanda para os próximos três meses melhoraram de maneira clara. EFE epn/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.