Nova York, 30 set (EFE).- A confiança dos consumidores dos Estados Unidos na economia melhorou um pouco em setembro comparado ao mês anterior, mas os indicadores não refletem as turbulências financeiras recentes, informou hoje a firma The Conference Board.

O índice de confiança elaborado por essa entidade privada de análise econômica ficou em 59,8 pontos, comparado aos 58,5 pontos de agosto e os 55 pontos que os economistas previam.

O subíndice que tenta refletir a percepção dos consumidores sobre as condições atuais da economia caiu para 58,8 pontos, frente aos 65 pontos do mês anterior.

Outro indicador relativo às expectativas sobre o desempenho da economia nos próximos meses subiu para 60,5 pontos em setembro, diante dos 54,1 pontos de agosto.

A diretora do Centro de Pesquisa do Consumidor nessa entidade, Lynn Franco, disse que os resultados "não captam todos os tumultuosos eventos no setor financeiro este mês", e que será preciso esperar um tempo para saber o efeito nas expectativas dos consumidores.

"Comoções como o 'crash' de 1987 tendem, no geral, a ter um efeito adverso temporário na confiança, que dura uma média de dois a quatro meses, a menos que tenha como resultado uma significativa perda de empregos", afirmou Franco, em comunicado à imprensa.

A porcentagem de entrevistados que consideram que as condições atuais de negócio "são ruins" aumentou para 34,2%, frente ao 32,7% que achavam o mesmo em agosto.

Também há uma deterioração na percepção dos consumidores sobre a situação do mercado de trabalho, segundo esta pesquisa com cerca de 5.000 famílias americanas.

Entre os entrevistados, 32,8% afirmam que "é difícil" conseguir trabalho, comparado aos 31,7% que achavam o mesmo em agosto.

A visão sobre a situação econômica e o emprego a um prazo de seis meses melhorou levemente, e 13,5% consideram que as condições de negócios melhorarão nesse período, comparado aos 12% que tinham essa percepção em agosto.

A pesquisa mostra que 11,8% estimam que haverá mais oportunidades de emprego nos próximos meses, frente aos 10,7% que tinham essa impressão no mês passado.

A porcentagem de consumidores que prevêem que sua renda aumentará nos próximos meses caiu para 14,2% em setembro, comparado ao 15,4% anterior. EFE vm/an

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