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Confiança dos consumidores cai a seu ponto mais baixo nos EUA desde 1967

A confiança dos consumidores americanos, medida pelo instituto de conjuntura privada Conference Board desde 1967, caiu em dezembro a seu ponto mais baixo desde que o indicador começou a existir, alcançando o nível de 38 pontos.

AFP |

Em novembro, a empresa de investigação anunciou um índice de 44,7, em meio à deterioração das condições econômicas no quarto trimestre.

A perspectiva dos consumidores para a primeira metade de 2009 continua sendo "péssima", percebendo "apenas uma modesta recuperação" na segunda metade do ano, segundo Lynn Franco, diretora de pesquisa do Conference Board.

A pesquisa, realizada junto a 5.000 lares americanos, foi realizada até 22 de dezembro.

As respostas sobre o emprego traduzem a angústia ante ao aumento do desemprego, visto como o principal problema a ser atacado pela presidência Barack Obama a partir de 20 de janeiro.

No total, 42,0% dos casais americanos consideram "difícil" encontrar trabalho, contra um percentual de 37,1% em novembro. Nos próximos seis meses, 41,0% desses prevêem uma diminuição das contratações (33,7% no mês precedente).

"Um mercado de trabalho em queda brutal eclipsou completamente uma outra baixa espetacular, a dos preços da gasolina e da energia", revelou Brian Bethune, da IHS Global Insight.

Em dezembro, "os anúncios de planos sociais se espalharam através dos setores econômicos, com as empresas acelerando o fechamento de postos de trabalho", lembrou.

Quanto às condições econômicas em geral, 46,0% as consideram "más" (40,6% em novembro), contra 46,3% achando-as "normais" e 7,7% "boas".

Para os próximos seis meses, 32,8% prevêem uma deterioração da conjuntura e 13,4% esperam uma melhoria.

Os consumidores, no entanto, não deixaram de lado a veleidade das compras, auxiliados pela moderação e, até mesmo, recuo dos preços, que baixaram 1,7% em novembro, uma situação jamais vista desde 1947, enquanto que os rendimentos do trabalho continuam a avançar (+2,3% para o salário semanal real médio em novembro).

Assim, 4,7% dos casais americanos prevêem comprar um carro nos próximos seis meses, um percentual que caiu a 3,8% em novembro; 2,5% pretendem adquirir a casa própria (contra 2,1% em novembro), e 26,2%, bens duráveis (televisão, eletrodomésticos) contra 24,5% em novembro.

Segundo Bethune, que espera de Obama o anúncio de um plano de retomada no valor de 700 a 800 bilhões de dólares, essas cifras "destacam a urgência de uma ação política resoluta para fazer desencalhar a economia".

hh/chr/sd

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