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Confiança do industrial brasileiro é a menor desde 1999, diz CNI

BRASÍLIA - O empresariado brasileiro reage com pessimismo ao alastramento da crise econômica originada no sistema financeiro americano. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice que mede a avaliação dos industriais brasileiros passou a apontar falta de confiança, o que exercerá impacto negativo sobre os investimentos e sobre a demanda por insumos e matérias-primas.

Valor Online |

" Consequentemente, espera-se a manutenção da tendência de desaceleração do ritmo da atividade industrial, bem como da economia brasileira como um todo " , dizem os técnicos da CNI em relatório.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), calculado trimestralmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu para 47,4 pontos em janeiro, o menor resultado desde janeiro de 1999. Também foi a primeira vez desde outubro de 2002 que o índice não ficava abaixo de 50 pontos. Resultados acima dessa marca indicam empresários confiantes e, abaixo disso, pessimistas.

Na pesquisa anterior, de outubro, o indicador já tinha captado a perda de confiança dos industriais, que se defrontavam com os primeiros impactos da crise mundial sobre o Brasil. Naquela pesquisa, o ICEI marcou 52,5 pontos, patamar mais baixo desde julho de 2005, mas ainda assim indicativo de confiança.

De acordo com a pesquisa de janeiro, a falta de confiança é maior entre as indústrias de médio e grande porte (índices de 45,3 e 47,3 pontos, respectivamente). Os setores mais pessimistas são veículos automotores (39,8 pontos) e papel e celulose (40,3 pontos).

A avaliação geral sobre a situação atual dos negócios piorou fortemente, com seu índice caindo de 50,5 em outubro para 36 em janeiro. O parecer é pior para a economia como um todo (28,1 pontos) do que para as condições das empresas (40 pontos).

As expectativas futuras são melhores, com índice de 53,1 pontos, mas ainda assim com a menor pontuação desde janeiro de 1999. Os industriais estão confiantes com as próprias empresas (56,6 pontos), mas permanece pessimista com relação à economia (46,3 pontos).

Foram consultadas 1.407 empresas, sendo 749 pequenas, 444 médias e 214 grandes, entre os dias 5 a 26 de janeiro de 2009.

(Valor Online)

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