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Confiança do consumidor tem o pior nível em 2 anos

O avanço da inflação mais uma vez derrubou a confiança do consumidor brasileiro, que atingiu em julho o pior nível em dois anos. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) voltou a cair, com taxa negativa de 4,9% este mês, após registrar queda de 6,5% em junho.

Agência Estado |

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), por causa da expectativa de preços mais caros para o segundo semestre, o consumidor está à espera de uma nova onda de alta de juros no varejo. Na prática, o cenário inibe o consumo, o que pode levar a um ritmo mais fraco no crescimento econômico.

O índice abrange amostra de mais de 2 mil domicílios em sete capitais, com entrevistas entre 30 de junho e 18 de julho. Na comparação com julho de 2007, a queda no ICC foi de 5,8%, a maior da série do índice, iniciada em setembro de 2005.

De acordo com o coordenador de Análises Conjunturais da FGV, Aloísio Campelo, o temor de uma possível disparada de preços no segundo semestre derrubou a avaliação dos consumidores sobre as estimativas para o cenário econômico.

"Estamos em um nível, na pesquisa, que é mais de desconfiança, um dos mais baixos da série histórica, que reflete expectativas mais pessimistas e uma avaliação menos satisfatória da situação local."

Esse cenário pode ser percebido no resultado dos dois indicadores componentes do ICC. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 10,4% em julho, em comparação com a queda de 6,3% em junho, e o Índice de Expectativas (IE), com taxa negativa de 1,8% em julho, ante queda de 6,6% em junho.

O temor por um cenário de juros altos para conter a inflação elevada também foi captado pelos dados da pesquisa. No universo da amostra, 65% dos entrevistados apostam em escalada nos juros, nos próximos meses, o maior porcentual para essa pergunta desde o início do ICC. Isso porque a projeção de inflação do consumidor para os próximos 12 meses ficou em 7,4% em julho - o mais elevado nível desde fevereiro de 2006.

Em um cenário onde se projeta para o futuro juros mais elevados para conter a inflação, as intenções de compra para os próximos meses acabam perdendo força, principalmente as realizadas com crédito. Segundo a FGV, o porcentual dos pesquisados que esperam gastar mais, nos próximos meses, caiu de 13% para 10,7%, de junho para julho. "O consumidor está mais cauteloso, e isso tem impacto nas compras futuras, sobretudo de bens duráveis."

Mas o pessimismo não atingiu de forma expressiva a avaliação atual do consumidor sobre sua situação financeira e projeções. "O resultado de julho não é uma catástrofe. É um pessimismo moderado", disse Campelo.

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