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Confiança do consumidor é a maior em 3 anos

A inflação mais baixa em agosto teve reflexo imediato entre os consumidores e ajudou a impulsionar o Índice de Confiança do Consumidor (ICC). A taxa, a maior em mais de três anos, subiu 6,2% no mês, ante queda de 3,9% em julho.

Agência Estado |

Segundo os técnicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o bom momento do mercado de trabalho ajudou na recuperação do otimismo. Porém, a inflação elevada nos meses anteriores já modificou o padrão de consumo das famílias e afetou expectativas de crescimento econômico.

O ICC, que teve a série iniciada em 2005, é calculado com base em cinco quesitos da Sondagem das Expectativas do Consumidor e abrange pesquisas em mais 2 mil domicílios, em sete capitais. O coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas da FGV, Aloísio Campelo, explicou que a variação mais baixa de preços em agosto conduziu e melhorou a avaliação da economia local.

De julho para agosto, o porcentual de entrevistados que avaliam a situação econômica como boa subiu de 12% para 13,8%. O total de entrevistados que a avaliam como ruim caiu de 51,0% para 40,6%. "Não é um consumidor superotimista o que temos em agosto, mas bem menos pessimista que no mês passado", disse Campelo. Em comparação com julho, houve melhora nas respostas sobre o cenário atual e nas expectativas para o futuro.

O ICC é dividido no Índice de Situação Atual (ISA), que subiu 9,3% em agosto, ante queda de 10,4% em julho, e no Índice de Expectativas (IE), que aumentou 4,6% em agosto, em relação à queda de 1,8% em julho.

Segundo Campelo, embora tenha sido constatada melhora, as intenções de compra ainda estão em patamar mais baixo do que no ano passado. Neste mês, 11% dos pesquisados projetam aumentar as compras de bens duráveis para os próximos meses; em agosto de 2007, esse porcentual era de 15,4%.

A FGV mediu o impacto da alta de preços no consumo das famílias - 79,9% dos entrevistados informaram que a inflação mais alta está afetando seu padrão de consumo. Desses, 35,4% estão procurando diminuir gastos por cautela e 44,5% substituíram produtos por outros mais baratos.

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