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Confiança do consumidor cai 5% com medo do desemprego, mostra CNI

BRASÍLIA - O temor dos futuros efeitos da crise financeira internacional já está atingindo a confiança dos consumidores brasileiros, cuja preocupação com o desemprego retornou a níveis registrados em 2002, ano das incertezas internas com a troca de comando no Palácio do Planalto. A conclusão é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao divulgar hoje uma retração de 5% no Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), que caiu de 115,6 pontos em setembro para 109,8 pontos no último trimestre do ano.

Valor Online |

A pesquisa foi realizada com 2.002 pessoas, entre 5 e 8 de dezembro, e considera a expectativa dos consumidores com relação à inflação, emprego, renda pessoal, situação financeira, endividamento e compras de bens de maior valor. Todos os índices mostraram recuo.

O índice relativo à expectativa de evolução do desemprego caiu 18,5% na comparação com a pesquisa do terceiro trimestre (105,6 pontos ante 129,5), sendo o menor desde março de 2002. A questão reflete os anúncios de férias coletivas e demissões que já ocorrem em alguns setores nacionais, por conta da crise.

Sobre a inflação, a queda foi de 9%, ficando em 102,8 pontos, o menor patamar desde novembro de 2001. Segundo a CNI, metade os entrevistados temem que os preços retomem trajetória de alta no primeiro semestre de 2009.

O índice de expectativa com relação a própria renda mostrou recuo de 2,3%, enquanto o indicador de situação financeira recuou 1,5% e o de endividamento individual caiu 3,2%.

"A queda da expectativa dos consumidores provém do acirramento dos efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira", explicou Flávio Castelo Branco, economista-chefe da CNI. Segundo ele, o pessimismo geral aumentou, mas os indicadores de renda, endividamento e situação financeira ainda refletem o aumento recente na massa salarial, apesar de detectarem o encarecimento e as dificuldades de crédito.

(Valor Online)

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