O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, subiu 1,9% em fevereiro ante janeiro, segundo informou nesta sexta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O patamar é o maior desde dezembro de 2007 e a terceira melhor leitura da série histórica iniciada em abril de 1995.

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No mês passado, o ICI avançou 0,2% ante dezembro do ano passado. De janeiro para fevereiro, o indicador subiu de 113,6 pontos para 115,8 pontos, na série com ajuste sazonal, o maior nível desde dezembro de 2007, quando atingiu 116,0 pontos. Na comparação com fevereiro do ano passado, o ICI teve alta de 54,3%, aumento menos intenso do que a variação de 56,0% registrada em janeiro, no mesmo tipo de comparação, nos dados sem ajuste sazonal.

O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que subiu 0,7% em fevereiro, ante alta de 0,6% em janeiro, nos dados atualizados na série com ajuste sazonal. O segundo componente do ICI é o Índice de Expectativas (IE), que apresentou aumento de 3,3% em fevereiro, em comparação com a queda de 0,3% no primeiro mês do ano. Em relação a fevereiro do ano passado, nos dados sem ajuste sazonal, houve aumentos de 46,3% e de 63,8%, respectivamente para o índice de Situação Atual e para o indicador de Expectativas, em fevereiro deste ano.

O ICI é um indicador cujo cálculo é baseado em cinco tópicos da Sondagem da Indústria. A partir das respostas destes tópicos, a FGV elabora o resultado do índice dentro de uma escala que vai de 0 a 200 pontos, sendo que o desempenho do indicador é de queda ou de elevação se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente. O levantamento foi feito entre os dias 2 e 23 deste mês, em uma amostra de 1.056 empresas informantes.

Nuci

O Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria com ajuste sazonal alcançou 84% em fevereiro, segundo a FGV. O patamar de Nuci foi maior do que o registrado em janeiro, de 83,8%, na série com ajuste sazonal. Segundo a FGV, o Nuci de fevereiro na série com ajuste é o maior desde outubro de 2008, quando o patamar de uso de capacidade da indústria alcançou 85,1%.

Entre as categorias de uso, os bens de consumo e os intermediários tiveram ligeiras quedas no nível de utilização de capacidade instalada de fevereiro. No comunicado divulgado hoje, a FGV não revelou os patamares do Nuci destes dois segmentos no mês. Já o nível de uso de capacidade do setor de bens de capital (máquinas e equipamentos) continuou avançando, ao passar de 82,0% para 82,9%, de janeiro para fevereiro deste ano. Ainda segundo a FGV, na série de dados sem ajuste sazonal, o nível de uso de capacidade em fevereiro foi de 83,1%, patamar superior ao apurado em janeiro, quando atingiu 82,1%.

(* Com Reuters)

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