Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Confiança da indústria cai para menor nível em 4 meses

Os primeiros impactos da crise financeira mundial e da elevação dos juros promovida pelo Banco Central (BC) nos últimos meses começam aparecer na vida real das indústrias. O Índice de Confiança da Indústria (ICI), apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), atingiu 120,3 pontos em setembro, menor nível em quatro meses.

Agência Estado |

Na comparação com setembro de 2007, o indicador caiu 1,9% este mês e 2,2% ante agosto deste ano. O ICI de setembro teve a maior queda em relação ao mesmo mês do ano anterior desde janeiro de 2006, quando o recuo foi de 10%.

"Até o mês passado, os resultados da sondagem industrial mostravam uma fase exuberante. Agora começam a aparecer os primeiros sinais de arrefecimento do ritmo de atividade", diz Aloisio Campelo, coordenador da Sondagem da Indústria de Transformação da FGV, a partir da qual é calculado ICI.

Na análise do economista, quatro indicadores - três deles objetivos, que dizem respeito à parte operacional das indústrias - mostram a perda de fôlego. O primeiro indicador objetivo é o volume de estoques, considerados insuficientes. Em setembro, 2% das 1.042 empresas consultadas informaram que o volume de produtos era insuficiente para atender à demanda. Em setembro de 2007, o índice estava em 7%.

"O nível de estoques vem cedendo há dois meses", observa Campelo, ponderando que esse indicador varia muito pouco de um mês para outro e geralmente é um dos primeiros a sofrer mudanças em períodos de alteração de rota da economia. Entre os setores que tiveram brusca oscilação de agosto para setembro, com redução do índice de estoques insuficientes, estão minerais não metálicos, têxtil e materiais eletrônicos e de comunicação.

A perspectiva de contratação para o trimestre setembro/novembro é outro indicador que reflete o ânimo dos empresários. De acordo com a sondagem , 32% das indústrias consultadas prevêem aumento da mão-de-obra em três meses, ante 37% em setembro de 2007. "Nessa época do ano normalmente a perspectiva é de ampliar contratações", diz Campelo, lembrando que setembro e outubro são meses de pico de produção industrial por causa do Natal.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) de produção das fábricas, indicador que causou grande preocupação até o mês passado, em razão das prováveis pressões inflacionárias, foi outro que perdeu o ímpeto de alta em setembro. O Nuci desse mês atingiu 86,4%, um recuo de 0,2 ponto porcentual na comparação com o mês anterior e acréscimo de apenas 0,3 ponto porcentual ante setembro de 2007.

"O Nuci não era para ter caído, provavelmente estamos caminhando para a desaceleração", diz Campelo. Ele levanta duas hipóteses para o recuo: arrefecimento da atividade ou maturação dos investimentos. Quem puxou para baixo a média do Nuci foi a indústria de bens intermediários, ligada à exportação.

O nível de demanda global, indicador que reflete mais a percepção dos empresários, também aponta um ritmo menor de atividade. Em setembro 8% das empresas consultadas informaram que a demanda global está fraca, dois pontos porcentuais acima do indicador de agosto (6%) e o dobro registrado em setembro de 2007 (4%).

Campelo diz que o ritmo de demanda interna e externa piorou em setembro, mas a deterioração maior ocorreu na demanda externa. Segundo ele, a maior retração na demanda externa é reflexo da crise internacional. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG