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Confiança da indústria cai no 2º trimestre, diz CNI

Dois setores industriais manifestaram pessimismo no segundo trimestre deste ano com as condições da economia brasileira, com a volta da inflação e com o aumento dos juros. O pessimismo na indústria não acontecia desde outubro passado, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulgou nesta sexta-feira a pesquisa do Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei).

Agência Estado |

 

O índice, que mede a confiança de 27 setores, ficou em 58,1 pontos, ante um resultado de 62 pontos na pesquisa anterior e de 60,3 pontos há um ano.

O índice dos empresários do setor de couros ficou em 47,8 pontos e o dos empresários do setor de madeira, em 49 pontos. O número varia de zero a 100 pontos, sendo que valores acima de 50 indicam otimismo e abaixo, pessimismo. O resultado final da pesquisa foi divulgado somente hoje, por causa da greve dos Correios, que prejudicou o envio das respostas da pesquisa. Há 10 dias, a CNI divulgou o resultado parcial.

No primeiro trimestre deste ano, os empresários de todos os 27 setores pesquisados tinham demonstrado otimismo com a economia brasileira e com a própria empresa, tanto em relação às condições atuais quanto em relação às expectativas para os próximos seis meses. Já na última pesquisa, a menor confiança dos empresários decorre tanto da deterioração das condições atuais como da redução do otimismo quanto à sua evolução futura. "Na percepção dos empresários, as condições da economia brasileira pioraram com relação aos últimos seis meses", afirma a pesquisa da CNI.

Otimismo

Três setores (equipamentos de transportes, equipamentos hospitalares e de precisão) continuam bastante otimistas, com um índice de confiança acima de 60 pontos. Mesmo assim, os índices foram menores em relação à pesquisa anterior, divulgada em abril, quando eram 17 os setores com índice de confiança acima dos 60 pontos. Na pesquisa do segundo trimestre, a confiança dos empresários de 14 setores deixou a casa dos 60 pontos para a dos 50 pontos, mostrando redução. A maior queda, segundo a CNI, foi no setor de bebidas, no qual o índice caiu 7 pontos, para 56,5 pontos.

A pesquisa foi realizada com 1.488 empresas, das quais 833 de pequeno porte, 442 de médio porte e 213 de grande porte. O período de coleta foi de 26 de junho a 30 de julho.

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