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Conferência sobre biocombustíveis reunirá 40 países em São Paulo

São Paulo, 31 out (EFE).- Delegados de pelo menos 40 países participarão da Conferência Internacional sobre Biocombustíveis de 17 ao 21 de novembro em São Paulo, informaram fontes oficiais.

EFE |

A reunião foi uma iniciativa do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para "se desmistificar" a crença que o etanol era "o carrasco do mundo", assinalou hoje o secretário de Energia e Alta Tecnologia da Chancelaria brasileira, André Amado.

"Houve muitas distorções respeito do etanol feito com cana-de-açúcar. A verdade é que não sei quem pintou de carrasco o etanol brasileiro, se a indústria petrolífera ou a indústria alimentícia. O etanol não tem aspectos negativos", afirmou Amado em entrevista coletiva a correspondentes estrangeiros em São Paulo.

Os participantes discutirão assuntos como biocombustíveis e segurança energética, o papel deste combustível como elemento sustentável e inovador e sua relação com a mudança climática, entre outros.

Entre 17 e 19 de novembro, se realizarão as discussões técnicas, enquanto nos dois últimos dias os chefes de delegação presentes elaborarão o documento que será entregue a seus respectivos Governos.

Amado, que será o secretário-geral da Conferência, indicou que 40 países confirmaram o envio de delegações à reunião em São Paulo, mas se absteve de assinalar a categoria que presidirão.

Sobre a possível participação na reunião do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush; de sua colega filipina, Gloria Macapagal Arroyo, e do primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, Amado assinalou que ainda é "incerta".

Nas últimas semanas a imprensa brasileira ventilou a possibilidade de que Bush participe da reunião sobre biocombustíveis antes de juntar-se à cúpula da Apec que será realizada no próximo mês na caítal peruana Lima, mas nenhuma instância oficial confirmou essa possibilidade.

Amado ressaltou que "os biocombustíveis são a fonte alternativa de energia 'mais limpa' do mundo" e que por essa razão "devemos discutir o etanol como uma nova alavanca para o desenvolvimento".

Acrescentou que o etanol "é a matriz energética mais barata que existe" e por isso seria uma alternativa para muitos países pobres.

"O Brasil não faz a conferência para exportar etanol, mas para exportar a idéia e nosso compromisso é compartilhar o que sabemos sobre biocombustíveis", ressaltou. EFE wgm/jp

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