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Concorrência de US$ 40 bilhões para aviões-tanque da Força Aérea dos EUA pode ficar mais complicada

SÃO PAULO - A turbulência pode se intensificar na concorrência para a escolha do novo avião-tanque para a Força Aérea dos EUA (Usaf, na sigla em inglês), contrato avaliado em cerca de US$ 40 bilhões no total. A Boeing contestou e venceu, forçando uma revisão do resultado da concorrência ganha pelo consórcio Northrop Grumman/EADS em março deste ano. Para o novo processo de licitação, porém, a Usaf deve modificar dois pontos de avaliação, o que é novamente contestado pela Boeing, embora seja considerado justo pela competidora.

Valor Online |

O Departamento de Defesa dos EUA (DoD, na sigla em inglês) anunciou que irá diminuir a ênfase no quesito que avalia as estimativas de custo de longo prazo com uso de combustíveis e elevar a importância do quesito que avalia a capacidade total de carga do avião-tanque proposto pelas candidatas.

Segundo o sub-secretário de Aquisição, Tecnologia e Logística do DoD, John Young, é mais importante levar em consideração a capacidade do avião do que sua economia. É claro que isso tem de ser avaliado (a capacidade maior que a exigida). É um avião-tanque, então porque não avaliar?, afirmou ele.

Com base nos aviões propostos, um 767 adaptado pelo lado da Boeing e um A330 modificado por parte da EADS, a oferta da norte-americana é mais econômica no longo prazo, embora a da européia tenha maior capacidade de carga.

A Boeing, portanto, quer manter as regras da concorrência como está, pois tem vantagem em relação à oferta da competidora. Temos que ver o rascunho das novas propostas para entender quais serão verdadeiramente os requisitos (para o avião-tanque, afirmou o presidente da divisão de Aviação Militar da Boeing, Chris Chadwick. Temos o melhor avião-tanque para os requisitos que foram divulgados, até que haja algo diferente, acrescentou.

A companhia norte-americana não afirma como iria contornar possíveis mudanças nos requisitos da licitação, mas não limita suas opções. A empresa poderia, inclusive, modificar sua proposta, tomando por base aviões maiores, como uma versão estendida do 767 ou mesmo um modelo 777 modificado.

Do lado do consórcio Northrop Grumman/EADS, as mudanças nos requisitos da concorrência são bem-vindos. Diria que ele está sendo razoável, afirmou o vice-presidente e diretor geral de Sistemas de Mobilidade Aérea da Northrop Grumman, Paul Meyer, sobre as declarações de Young.

O novo julgamento das propostas das companhias para a renovação da frota de aviões-tanque está marcado para ocorrer no mês que vem. A diferença de opiniões em relação à mudança nos requisitos da concorrência, porém, pode significar novos protestos e mais atrasos para o programa. No total, o contrato pode contemplar até 179 aeronaves.

(José Sergio Osse | Valor Online, com agências internacionais)

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