BRASÍLIA (Reuters) - Um acordo global nas negociações da Rodada de Doha na próxima semana será difícil de ser atingido, mas é possível, disse nesta quinta-feira o ministro da Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim. Nós achamos que é possível chegar a um acordo. Sabemos que é difícil. Não há fórmula mágica, afirmou ele a jornalistas.

A representante de comércio dos EUA, Susan Schwab, afirmou mais cedo que autoridades do Ministério do Comércio irão se reunir em Genebra na próxima semana para discutir opções com objetivo de reativar as conversas sobre o comércio mundial, dois meses depois do fracasso das negociações.

A principal razão para o fracasso das negociações em julho foi a grande discordância entre os Estados Unidos e a Índia sobre os termos de um mecanismo de salvaguarda que poderia evitar uma inundação de produtos importados em países pobres.

A Índia reivindicou o direito de elevar tarifas de importação.

Amorim disse que havia falado com o ministro indiano do Comércio, Kamal Nath, mais cedo na quinta-feira e que conversaria com com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, Pascal Lamy, sobre a reunião de Genebra.

O ministro brasileiro afirmou que as condições para as negociações estão melhores do que no momento em que fracassaram, pois os países não estavam bem preparados para abordar o assunto da salvaguarda em julho e os negociadores estavam exaustos depois de dias de conversas ininterruptas.

O Brasil tem tido um papel-chave na Rodada de Doha, liderando uma frente de países em desenvolvimento.

(Reportagem de Ray Colitt)

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